09 de julho de 2026

2 mulheres são mortas com tiros na cabeça em canavial


| Tempo de leitura: 2 min
Policiais observam corpos encontrados no banco traseiro do Gol branco

Duas mulheres foram executadas na manhã deste domingo com tiros na cabeça. Um travesti também levou dois tiros, mas conseguiu escapar com vida depois de fingir que estava morto. O duplo assassinato e a tentativa de homicídio aconteceram por volta das 9 horas em um canavial entre Franca e São José da Bela Vista. Os corpos foram encontrados com as mãos amarradas dentro de um Gol branco que havia sido furtado. A equipe de homicídio da DIG trabalha para identificar os autores do bárbaro crime. Desavença em um programa amoroso ou acerto de contas são as hipóteses investigadas. As vítimas não portavam documentos.

Um grupo de ciclistas de Franca fazia trilha em uma estrada de terra próxima ao acampamento Toca do Lobo quando se deparou com um travesti caminhando ensanguentado. O rapaz contou que havia sido baleado e pediu ajuda. Havia levado um tiro no pulso e orelha esquerdos. As testemunhas acionaram a polícia.

Marcas de sangue haviam sido deixadas pelo caminho. Cerca de três quilômetros à frente, os policiais notaram que o canavial estava deitado. Marcas indicavam que um carro passou por ali. Eles entraram, caminharam cerca de 30 metros e avistaram um Gol GL branco placas BWT 5797 de Franca. No banco traseiro havia duas pessoas mortas. As vítimas estavam com as mãos amarradas com braçadeiras de plásticos e com marcas de tiros na cabeça. Em princípio, imaginava-se que fossem travestis. Após a chegada da perícia, confirmou-se que eram duas mulheres. Elas não portavam documentos. “Nós levantamos que são garotas de programas. Elas saíram ontem à noite com dois indivíduos e ficaram em uma casa na região do Jardim Esmeralda. No local, houve um desentendimento. As vítimas foram agredidas e amarradas. Em seguida, os autores seguiram para o canavial e fizeram a execução. Pelas evidências, mais de uma pessoa participou do crime”, contou o investigador Luciano Tavares, da DIG.

O travesti, que se sentava entre as duas mulheres, fingiu-se de morto. Quando os criminosos deixaram o local, ele conseguiu se soltar das amarras, caminhou pela estrada de terra e pediu ajuda ao grupo de ciclistas. Ele foi socorrido pelos bombeiros e passou por uma cirurgia na Santa Casa. O rapaz não corre risco de morte. Com base em suas informações, a polícia espera chegar aos autores do crime. Um suspeito teria deixado a cadeia há poucos dias.

Veja fotos no Blog do Vaz.