10 de julho de 2026

4ª edição do Gravity Car acontece neste sábado, às 10h, na Unifran


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Eles podem ser considerados o sonho máximo de todos os garotos, garotas, homens e mulheres que são escravos dos horários dos ônibus. Eles são o epicentro desta sociedade extremamente consumista de hoje em dia. Eles expõem sua classe social e seu estilo como nenhum outro objeto consegue. Eles deixaram de ser simplesmente um meio de transporte e se transformaram em algo muito maior. É por essas e outras que todo mundo quer um carro.

E graças ao fácil acesso a linhas de crédito, financiamentos prolongados e outras regalias, inúmeras pessoas conseguiram comprar seu carro. Tudo é festa e magia. Até o primeiro engarrafamento. Até você ficar completamente duro, pois precisa abastecer o dito cujo. E o excesso de veículos jogando poluentes no ambiente é um dos principais causadores do aquecimento global, assunto que está sendo discutido neste momento na Rio+20. E sim, seu carro é um fator importante nesta história.

Mas como resolver?

Foi pensando em questões como economia de combustível e melhora no desempenho aerodinâmico dos modelos que foi criado o Gravity Car. Uma competição criada pela Universidade de Franca, voltada principalmente para os alunos do 4º ano de Design de Produtos, em que eles precisam criar veículos que consigam fazer um determinado percurso usando somente a gravidade como energia. Hoje, dentro da universidade será realizada a quarta edição deste evento, e oito veículos estarão participando. Quem terminar o percurso em menos tempo vence. “Dá uma boa dose de emoção. Os carros costumam atingir cerca de 70 km/h e isso com o motorista a uma distância de 10 cm do chão”, explica o piloto e colaborador do evento Rafael Santaella Rosa, 25.

Os carros saem de uma rampa que tem três metros de altura e 14 metros de comprimento. Depois, os veículos precisam andar, em um terreno plano, por 100 metros, para saber se eles realmente são eficazes. Para finalizar, uma ladeira de 130 metros é responsável pela dose de adrenalina na competição.

Os carros são criados com resina e manta de vidro. Em média, os grupos gastam cerca de R$ 2 mil em cada produto. Isso sem falar no trabalho e na pressão, já que o desempenho dos carros vale a nota de todo o primeiro semestre em uma das matérias do curso. “Mas é legal. Principalmente depois que você vê que todo seu esforço valeu a pena”, diz Rafael.

Pessoas de fora do curso podem participar, basta ter um carro que se movimente usando a gravidade e que este meio de transporte cumpra as regras pré-estabelecidas. Segundo Rafael, cerca de 250 pessoas prestigiaram o evento no ano passado. Caso você queira ver de perto o que esses veículos são capazes de fazer, basta ir, às 10 horas, na Unifran.