A Polícia Civil deu mais um importante passo nas investigações sobre uma quadrilha especializada em assaltos a sítios e chácaras. Desde a prisão de parte do bando, em 3 de maio deste ano, cinco violentos ataques do grupo foram esclarecidos. Entre eles, o roubo onde uma família foi mantida refém em um sítio na cidade de Ibiraci (MG) e uma das vítimas foi levada pelos marginais e abandonada sem roupas na região de Cássia (MG). Segundo a polícia, o bando é liderado por dois irmãos moradores em Franca. Um deles está preso e ontem confessou à polícia ter dado nome falso no dia de sua prisão. O jardineiro Claudinei Alves Silva, 26, conhecido como Nei, confessou a participação dele em cinco roubos e ainda confirmou a participação do irmão Wanderley Alves Silva, 31, conhecido como Neguinho e que está foragido. A polícia acredita que existam outros crimes. Duas equipes da DIG investigam as ações da quadrilha e já existem contra Silva dois mandados de prisão no Estado de São Paulo e quatro em Minas Gerais.
“São criminosos considerados perigosos. Estávamos atrás deles desde fevereiro. Na ocasião estouramos um de seus esconderijos - uma chácara no Paiolzinho - e recuperamos vários produtos roubados. O Claudinei e o irmão dele conseguiram fugir. Neste período prendemos outros integrantes da quadrilha, mas esses líderes sempre recrutavam novos criminosos. Nessa fase final. prendemos, além do Nei, dois de seus comparsas, indiciamos outros três e estamos tentando prender o Wanderley”, disse o delegado Márcio Murari, da DIG.
Ontem, Nei prestou depoimento na delegacia. Preso no CDP (Centro de Detenção Provisória) desde o início de maio, segundo a polícia, ele tentava se passar por um primo, falsificando documentos pessoais. O jardineiro confessou ter assaltado cinco locais. Três na região de Cássia, um em Ibiraci e dois em Franca. O último roubo foi em uma festa de casamento no final do mês passado em uma chácara às margens da rodovia João Traficante. A polícia já identificou todos que participaram da ação e prendeu dois deles.
Segundo os agentes da Polícia Civil, Claudinei e o irmão recrutavam criminosos em Franca para agir no Estado de Minas Gerais e bandidos daquela região para roubar em Franca. “Era uma maneira de dificultar a identificação dos criminosos integrantes de seu bando. Junto com o Claudinei, escondidos em uma chácara aqui em Franca, policiais militares prenderam dois criminosos fugitivos da cadeia de Cássia, que agiram com ele em roubos a chácaras e sítios aqui. Em depoimento, ele já confessou alguns roubos e está sendo formalmente indiciado por eles”, disse o delegado.