10 de julho de 2026

Jovem Sara Dominciano Pereira é encontrada no córrego dos Bagres


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Elaine Dominciano Pereira, 42, mãe de Sara, entra em estado de choque ao saber da morte da jovem e é amparada por familiares

O corpo da jovem Sara Dominciano Pereira, 15, foi encontrado na manhã de ontem, no córrego dos Bagres, cinco dias após o acidente no Cubatão. Um funcionário de uma obra nas imediações, que também auxiliava nas buscas desde a manhã de sábado, localizou o corpo da adolescente boiando no leito do rio. Ele acionou a polícia e o Corpo de Bombeiros. Rapidamente o corpo foi retirado do local e levado para o IML (Instituto Médico Legal). Os pais da adolescente acompanharam a remoção de longe. A mãe de Sara entrou em estado de choque e foi aparada por familiares. A garota foi a segunda vítima do acidente ocorrido na última sexta-feira. O avô de Sara, o pedreiro aposentado Adelino Dominciano, 78, morreu após ser arrastado pela enxurrada sendo retirado 20 metros abaixo da cachoeira da Ismael Alonso y Alonso.

O corpo da jovem foi localizado a cerca de 800 metros da rotatória do posto Galo Branco, pouco abaixo da ponte da avenida das Seringueiras, no Residencial Amazonas. Eram 7 horas quando o armador de ferragens João Batista, 42, funcionário de uma obra perto do local, visualizou o cadáver boiando. “Estava ajudando a família nas buscas desde sábado. Hoje, antes do serviço, sai caminhando aqui nas margens e vi o corpo dela. Ela já estava boiando. Pedi para meu amigo ligar para a polícia. Agora, acaba com esta angústia de todos. Infelizmente, ela está morta”, disse Batista.

Sara Dominciano Pereira foi encontrada no mesmo poço onde em janeiro foi localizado o corpo da jovem Mayellen Eduarda Silveira, 21, que caiu com seu carro no córrego dos Bagres em um acidente de trânsito. Desde o desaparecimento de Sara, na tarde de sexta-feira, equipes do Corpo de Bombeiros haviam realizado buscas no local. “Nós fizemos buscas numa grande extensão do córrego. Esta área também foi vasculhada, mas devido a área bastante extensa, as buscas eram complicadas. Este poço é muito profundo e a água, bastante escura. A visibilidade nele é quase zero. Todo trabalho tem que ser feito pelo tato”, disse o sargento Ronildo Borges de Freitas, do Corpo de Bombeiros.

Do encontro à retirada da estudante do rio, foram pouco mais de 20 minutos. Rapidamente, a equipe providenciou a remoção do corpo que já estava em decomposição. Policiais queriam evitar a aglomeração de curiosos e poupar a família daquela cena chocante. “O trabalho dos peritos também foi rápido. É uma cena lamentável. O local foi logo liberado para evitar mais traumas para a família e a aglomeração de curiosos”, disse o tenente Elias Bonfim, da PM.

Após ser liberado do IML (Instituto Médico Legal), o corpo foi levado em uma urna lacrada para o velório do Cemitério Santo Agostinho. Foi uma cerimônia rápida com cerca de duas horas de duração. Centenas de pessoas, entre elas familiares e amigos de Sara, estiveram no velório. O corpo foi sepultado por volta das 13 horas, com trabalhos da Funerária São Francisco.