Há um ditado que afirma não ser necessário mexer em time que está ganhando. Claro que nem todos concordam. Para alguns, nenhum time ganha o tempo todo. Em função disso, mudanças e inovações seriam necessárias, justamente para manter a motivação e a vontade de vencer de todo o time.
O problema é quando essas mudanças começam a se repetir com muita frequência. Aí é perigoso prejudicar o time, não por conta das peças que são trocadas, mas em decorrência do entrosamento que pode se perder.
É claro que algumas dessas trocas foram motivadas pelas pretensões eleitorais dos delegados. Outras, no entanto, foram motivadas por promoções e pela vinda de novos investigadores, o que nos convida à reflexão.
A despeito do mérito e da capacidade dos que chegam, assim como dos que vão, seria importante que os comandos de nossas polícias pensassem um pouco mais na relevância da integração do time de policiais com a população e entre eles mesmos, fatores essenciais para o sucesso do trabalho que precisam desenvolver.
Quanto mais tempo um delegado fica à frente de uma determinada delegacia, mais conhecedor ele se torna de suas particularidades, assim como de seus funcionários e da comunidade do entorno, geralmente ansiosa por uma relação mais transparente e duradoura com aquele a quem entrega sua segurança.
Em um mundo complexo como o que estamos vivendo, repleto de violência e atividades criminosas cada vez mais desafiadoras, seria importante levar em consideração a cumplicidade de um delegado com todos os públicos que interagem com a delegacia, algo que só é alcançado através do tempo.
No caso específico do delegado Leopoldo Gomes Novaes , que vem realizando trabalhos marcantes e ganhando a confiança e o respeito da população, será que não seria mais interessante promovê-lo de uma maneira que ele pudesse continuar seu trabalho na Dise? Depois de criar um padrão de trabalho junto a sua equipe, com resultados bastante significativos em termos de apreensão de drogas e de traficantes, não seria mais vantajoso para a comunidade mantê-lo onde estava, já que ele se mostra bastante efetivo naquilo que faz?
Nessa reflexão, é importante frisar, não vai nenhuma alusão negativa ao delegado Djalma Donizete Batista, pois todos sabem de sua competência e de sua capacidade de trabalho. Pelo contrário, na mesma linha de raciocínio colocada anteriormente, seria também importante questionar se o referido delegado não ficaria melhor se fosse promovido em sua própria delegacia, uma vez que seu trabalho por lá também foi bastante eficaz.
A questão principal é saber se para as comunidades de Franca e região as permanências não seriam mais importantes e eficazes do que as mudanças, a despeito dos méritos de cada um e de seus direitos a promoções.