“Desespero”. Foi assim que Willian Dominciano Moreira, 26, morador do Parque das Esmeraldas, expressou o que sentiu quando o carro em que estava com os avós e uma prima caiu no córrego Cubatão, na tarde de ontem. O rapaz que trabalha na tecelagem C2k Brasil foi o único que conseguiu sair do veículo depois da queda. Ele quebrou o vidro para sair do carro e machucou apenas o ombro.
“Você não sabe o que vai poder fazer para ajudar todo mundo. Você pensa em ajudar o mais novo, o mais velho. Na hora, você não tem muito que fazer. A água estava numa velocidade...”
Segundo Willian, a prima Sara Dominciano Pereira, 15, e ele acompanhavam os avós Adelino Dominciano, 78, e Maria de Lourdes Bruno Dominciano, 72, que tinham ido buscar alguns exames em uma clínica oftalmológica. “Meu avô pegou os exames, entrou no carro e foi dar sequência para ir embora pra casa. O trânsito estava meio complicado. Época de chuva, ali todo mundo fica apertado. Meu avô deve ter se enganado, não sei o que aconteceu ali na hora. Ele perdeu o controle e caiu dentro do córrego.”
Adelino, que chegou sem vida à Santa Casa, era pedreiro aposentado, mas trabalhava esporadicamente como vigia noturno. Maria de Lourdes, que fraturou a perna, é aposentada e cuida da casa em que a família vive no Aeroporto II. Sara, a neta que está desaparecida, é filha de um casal de evangélicos. O pai é vendedor de consórcio e a mãe trabalha em um laboratório, mas está em licença médica. A garota de 15 anos cursa o 2º ano do ensino médio na Escola Estadual “Evaristo Fabrício”, também no Aeroporto II, onde mora com os pais e dois irmãos.
Enterro
O corpo de Adelino está sendo velado no Municipal do Aeroporto e será sepultado às 16h30 no Cemitério Parque das Oliveiras, com serviços da Funerária São Francisco.