O juiz da Vara de Execuções, José Rodrigues Arimatea, comentou o caso por meio de seu diretor de cartório Douglas Quintanilha. Segundo ele, a decisão apenas suspende os processos, mas não impede que as abordagens policiais continuem sendo feitas. “No acórdão, não há nenhuma determinação para a suspensão das abordagens. Determina apenas que elas sejam feitas na forma que determina a lei. Como isso já vinha sendo feito, na opinião do juiz, nada vai mudar.”
O juiz também lembrou que a ação policial não é voltada a qualquer morador de rua, mas limitada às situações em que os pedintes estejam ameaçando ou incomodando pedestres e motoristas.
O comando da Polícia Militar de Franca disse que ainda não foi comunicado oficialmente a respeito da decisão, mas que as abordagens policiais vão continuar. “Somos extremamente legalistas. Não temos preconceito. Apenas abordamos as pessoas quando há uma fundada suspeita de crime. Com ou sem liminar, isso vai continuar ocorrendo”, disse o capitão Marcelo Trevisan, coordenador operacional e de estratégia da Polícia Militar em Franca.