Cruzar a rotatória do Fórum é uma tarefa complicada. Não importa o horário. Sempre é preciso ter paciência e atenção. Reflexo do intenso tráfego de veículos. O trânsito, que já é ruim, ficará pior a partir desta segunda, quando começam as obras de construção do viaduto. Durante os próximos seis meses, máquinas, caminhões e enormes vigas de concreto vão dividir espaço com os carros. Pistas terão que ser interditadas. O prefeito Sidnei Rocha (PSDB) admite que haverá problemas e imagina como serão os noticiários. “Já estou até vendo as manchetes: ‘caos na rotatória’.
Levantamento realizado por engenheiros e arquitetos das Secretarias de Urbanismo e de Segurança, em junho passado, constatou que cerca de 35 mil veículos passam todos os dias pelo cruzamento das avenidas Major Nicácio e Alonso y Alonso, onde será levantado o pontilhão. O fluxo no local cresceu 43% nos últimos três anos.
É justamente por causa deste movimento que a Prefeitura decidiu investir R$ 9,3 milhões para construir um viaduto no cruzamento. “É evidente que vai ter problema e muito. Óbvio. Para melhorar, vai ter problema agora. Vamos interditar ruas, máquinas estarão trabalhando. Vai dar uma complicação danada”, afirmou o prefeito.
O setor de Trânsito do município promete apresentar esta semana um projeto especial para orientar os motoristas. Serão criadas rotas alternativas e instaladas placas de sinalização. Segundo o prefeito, as poucas opções para desviar o tráfego na região representam um obstáculo. “As ruas não se encontram uma com as outras. São vias pequenas que não dão saída para outro lado. O motorista vai ter que entender que, para melhorar, vai ter que piorar agora.” Para tentar minimizar os transtornos, a Prefeitura fará interdições de maneira gradativa e parcial.
CRONOGRAMA
O canteiro de obras, onde serão feitas as 18 vigas de concreto com 35 metros cada, deverá ser montado no terreno que foi doado pelo município ao Sesc, nos fundos do Lanchão. Carlos Alberto Ferreira Leão, proprietário da Leão Engenharia, disse que, na fase inicial, serão realizados serviços de limpeza, topografia, corte de árvores e remoção da rede elétrica. Em seguida, começam os trabalhos de fundação que devem demorar cerca de 40 dias. “No começo, não teremos grande concentração de máquinas e homens. É, basicamente, um serviço feito debaixo da terra. Vamos nos esforçar para que o impacto no trânsito seja o menor possível”.
No auge da construção, cerca de 150 homens estarão envolvidos nos trabalhos. O alargamento da ponte, o transporte das vigas de concreto e a instalação da laje são os trabalhos de maior complexidade e que vão exigir atenção especial com o trânsito.
O contrato assinado entre a Prefeitura e a Leão Engenharia prevê que a obra seja entregue em seis meses. Sidnei Rocha sonha em fazer a inauguração em novembro, mês de aniversário da cidade. E, também, período próximo das eleições. “Eu gostaria de inaugurar o viaduto, pelo menos, para desabafar no finzinho da minha administração contra muitos mentecaptos que existem por ai”, disse ao Comércio na última sexta-feira.
O prefeito se refere aos vereadores de oposição que tentaram vetar a obra, mesmo a Prefeitura tendo o dinheiro em caixa. Por duas vezes, o projeto foi rejeitado. Sidnei chegou a chamar os vereadores de asnos.