O IBGE (Instituto Nacional de Geografia e Estatística) iniciou em janeiro deste ano um levantamento para descobrir como está a renda, emprego e estudos dos francanos. Moradores da região dos Jardins Aeroporto III e IV, Parque do Horto, Leporace, Parque Universitário, Residencial Amazonas, Jardim Luiza II e também da zona rural, na rodovia João Traficante, e de Restinga receberão os agentes de pesquisa. O trabalho faz parte da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) e abrangerá 112 domicílios da região. No Brasil, serão visitados 3.464 dos 5.565 municípios e Franca e Restinga estão na lista.
Uma das novidades da PNAD Contínua é o número de entrevistas que serão realizadas. A coleta de dados em cada domicílio será feita pelos agentes do IBGE cinco vezes, com intervalo de três meses. Os endereços que serão percorridos foram definidos pela central do IBGE no Rio de Janeiro (leia mais nesta página). “No Censo, a gente simplesmente conta as pessoas. Agora, com essa pesquisa o IBGE quer descobrir como elas vivem, se estão estudando mais, se estão trabalhando mais ou menos, se melhoraram a renda”, disse o técnico em informações geográficas e estatísticas Eurico Campos, supervisor da PNAD Contínua na Subárea de Franca.
O questionário inclui informações sobre emprego, renda, escolaridade, acesso a programas sociais, como o Bolsa Família, entre outras. Para investigar a renda da família os moradores respondem, por exemplo, se estão trabalhando, se recebem seguro-desemprego, algum benefício ou aluguel. “Na primeira abordagem, os pesquisadores fazem um questionário ampliado com quesitos como cuidado de pessoas, afazeres domésticos e sobre o trabalho. A partir da segunda e até a última entrevista será feito o questionário reduzido, que versa sobre trabalho, escolaridade e rendimento”, disse Eurico.
O objetivo da PNAD, segundo o técnico, é “produzir informações básicas para o estudo do desenvolvimento socioeconômico do País e permitir uma investigação contínua dos indicadores sobre trabalho e rendimento”.
O levantamento permitirá obter informações, como a taxa de analfabetismo segundo os grupos de idade e sexo, rendimento médio mensal per capita dos domicílios, população residente segundo o sexo e os grupos de idade e outros.
COMO IDENTIFICAR
Alguns moradores ficam reticentes em receber os agentes do IBGE por insegurança, com receio de serem enganados. Eurico Campos alerta que os pesquisadores estão sempre com crachás de identificação com nome e número da matrícula e um computador de mão (PDA) para a pesquisa. Os moradores podem entrar em contato com a agência de Franca pelos telefones 3722-3052 e 3721-0068 para confirmar a identidade dos pesquisadores.