08 de julho de 2026

Sindicalistas apontam queda de migrantes


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Ônibus com trabalhadores que vieram de Tanhaçu, na Bahia

Os sindicatos rurais patronais estimam que a safra deste ano deve receber metade do total de migrantes da safra passada, embora deva ser uma das melhores dos últimos anos (1,2 milhão de sacas contra 800 mil do ano passado). As razões: o avanço das máquinas e a rigidez das leis trabalhistas.

“Acreditamos que a mecanização já responda por 60% a 80% da colheita do município. Por isso ao invés de 5 mil trabalhadores, Ibiraci deve receber no máximo 2 mil”, disse Gaspar dos Reis, presidente do Sindicato Rural de Ibiraci.

Em Pedregulho, a estimativa do Sindicato Rural da cidade é que 4 mil trabalhadores sejam contratados nessa safra - no ano passado, foram mais de 8 mil.

Em São José da Bela Vista a queda, segundo o sindicato, deve ser ainda mais drástica: em vez dos costumeiros 5 mil migrantes, deve receber menos de 1 mil.

Segundo o IEA (Instituto de Economia Agrícola), a região de Franca é a quarta do Estado onde houve maior redução de migrantes na última safra.