Clubes recreativos de Franca e Restinga iniciaram nos últimos anos uma empreitada para se revitalizar, recuperar seus patrimônios e atrair mais sócios. Pelo menos quatro locais - Castelinho, Clube de Campo, Clube dos Bagres e Sesi - realizaram investimentos. Nos três primeiros foram injetados mais de R$ 4 milhões nas melhorias. Os projetos incluem de reformas nas quadras esportivas e saunas à construção de um circuito de arvorismo e de um condomínio fechado com no mínimo cem lotes.
Com um patrimônio avaliado em R$ 100 milhões, segundo o presidente Clóvis Castro, o Clube Castelinho iniciou os trabalhos de revitalização em 2007. Foram gastos mais de R$ 3 milhões para reformar banheiros e o salão social, instalar nova iluminação nas quadras, reformar a sauna, substituir o gramado dos campos de futebol e implantar o sistema de irrigação automática, construir uma nova lanchonete, desassorear a represa e montar a academia para a terceira idade e a de ginástica em parceria com a Unimed.
“Tratamos o clube como uma empresa e temos nossos ‘sócios-clientes’. Nos primeiros anos dessa diretoria organizamos as finanças e conseguimos recuperar a capacidade de investimento. É um processo de reestruturação”, disse Clóvis.
Outras novidades estão programadas. O clube vai construir uma pista de arvorismo que vai cruzar o bosque existente no clube até chegar à represa, onde haverá uma tirolesa. O circuito terá parede de escalada, ponte tailandesa e falsa baiana. O Castelinho ainda pretende investir R$ 2 milhões no minizoológico que terá vários tipos de animais, como minipôneis. A previsão é inaugurar o novo espaço no Dia das Crianças - 12 de outubro.
Os investimentos têm dado bom retorno ao complexo recreativo. Clóvis Castro disse que em 2007 havia mil sócios titulares e neste ano já são 3,2 mil. “Considerando os sócios vinculados, o Castelinho soma 15 mil frequentadores.”
Os sócios mais antigos, no entanto, se queixaram que o clube se popularizou demais com as novas adesões. O presidente Clóvis rebate. “Clube sem gente não é clube. Na verdade, as pessoas se acham elite. Mas aqui temos empresários que têm rancho, gerentes de lojas e de fábricas, empresários, profissionais liberais, juízes, policiais, professores, é bem mesclado.”
CONDOMÍNIO
O Clube de Campo, que pertence ao município de Restinga, às margens da rodovia Cândido Portinari, tem 350 sócios titulares e quer atingir os 600. As reformas feitas nas dependências são um atrativo a mais para novos associados. Nos últimos três anos, foram instaladas rampas de acessibilidade para cadeirantes, as saunas foram reformadas com instalação de nova caldeira e troca de granitos, as quadras de bocha também ganharam obras e foi construído um espaço gourmet em frente à represa, cercado com vidros tipo blindex, com capacidade para cem pessoas. O mobiliário da piscina também foi substituído. Foram gastos R$ 250 mil. “O clube está em ascensão”, disse o empresário e vice-presidente, Alexandre Querino.
Um novo projeto está em estudo e prevê a construção de um condomínio de casas fechado dentro do clube. “É um projeto que inclui minicampo de golfe e uma hípica. Estamos em contato com investidores de Ribeirão Preto e com a Prefeitura de Restinga. É um projeto que demora porque precisa ser bem feito e muito estudado, mas está andando.”
A expectativa é que o condomínio atraia novos sócios-proprietários. “A área é muito próxima de Franca e a gente tem observado que os condomínios têm sido muito procurados, não só em Franca, mas na região toda. É comum a vida campo-cidade.”
O Sesi, na avenida Santa Cruz, tem 12.400 associados, entre titulares e dependentes e, para manter os atrativos, o clube cobriu as quadras esportivas externas, construiu um campo de futebol e reformou a quadra do ginásio de esportes. “O número de sócios vem estabilizando e nossa ideia com as melhorias é manter esse volume de frequentadores”, disse Aldo Rocha Júnior, coordenador de Esporte e Lazer.