PMDB marca convenção para definir participação nas eleições
Cortejado pelos partidos concorrentes para dobrar como vice nas eleições de outubro, o PMDB marcou data para decidir se aceita o casamento ou se seguirá caminho solo. De acordo com edital publicado ontem, o partido realizará convenções no dia 9 de junho na Câmara Municipal. Durante o encontro, os membros do diretório vão definir a chapa de vereadores. Também devem decidir por meio de voto secreto se o partido terá candidatura própria ou se participará de alianças. As divergências internas são grandes. O PMDB parece uma torre de babel. Cada ala fala uma língua.
João Rocha não vê outra possibilidade a não ser o PMDB disputar a Prefeitura. O candidato, no caso, seria ele, evidentemente. Só que ele não combinou com os companheiros. Uma corrente, amparada pelas pesquisas que não são nada animadoras, defende que o partido, se quiser sobreviver, tem que sair como vice.
Mesmo nesta hipótese, não há consenso. O vice-presidente da República, Michel Temer, faz pressão para que o partido reproduza nos municípios a dobradinha firmada no plano nacional com o PT de Dilma Rousseff. Ocorre que os caciques francanos do PMDB não veem a ideia com bons olhos. Já mantiveram conversas com o PSDB, com o PP e com o PSB. Os nomes de Aírton Sandoval, Fábio Liporoni e Fernando Baldochi são os mais cotados para vice. O partido não ganha a Prefeitura há 20 anos. Nem chegou a disputar as últimas eleições.
FORA DO PRAZO
De acordo com a Justiça Eleitoral, convenções só podem ser feitas de 10 a 30 de junho. O PMDB marcou para o dia 9. Vai ter que retificar e mudar.
INFERNO ASTRAL
A oposição está esfregando as mãos com a crise no ninho tucano. Nem os mais otimistas imaginavam um cenário político tão propício. Primeiro, Roberto Engler rompe com Sidnei Rocha e se afasta do processo. Depois, a candidatura de Alexandre Ferreira empaca. Agora, vem a Justiça e bloqueia os bens do prefeito, aquele que é considerado o principal trunfo para fazer o candidato do PSDB decolar. Concorrentes estão guardando cópias dos jornais para exibirem na campanha. A estratégia será tentar ligar o atual governo com a corrupção.
UBIALI/PELIZARO
Se o acordo vai vingar é outra história, mas é fato que o PT e o PSB estão costurando um acordo nos bastidores para formar uma dobradinha. Acreditam que assim poderão chegar ao segundo turno contra Graciela Ambrósio (PP).
PTB/PSB
Influente petebista procurou Ubiali na semana passada. Disse que está frustrado com a parceria feita com o PP de Graciela e propôs um acordo com o deputado. Sei não.
A EXPOAGRO É TESTEMUNHA
Ubiali (PSB), Gilson de Souza (DEM), Laércinho (PP) e Marco Garcia (PPS) se reuniram sábado e falaram longamente sobre a sucessão municipal. Avaliaram o cenário e discutiram possibilidades de alianças. O “multipartidário” encontro se deu ao som de Humberto e Ronaldo, no camarote do GCN na Expoagro.
PACTO FURADO
Na sessão de terça-feira, durante discussão de projeto propondo abertura de créditos no orçamento do município, Jépy Pereira (PSDB) se irritou com a oposição que pretendia destinar R$ 500 mil para o setor de Saúde, e propôs, na tribuna, que os vereadores fizessem um pacto para abrir mão do salário até o fim do ano. O dinheiro seria enviado para a Santa Casa. Joaquim Ribeiro (PSB) se levantou e disse que seria o primeiro a assinar. Alguém acredita que o tal pacto será firmado?
PROPAGANDA ANTECIPADA
Falando em Jépy Pereira, ele terá que dar explicações hoje ao Ministério Público sobre material de propaganda que enviou a eleitores pedindo votos fora do prazo permitido pela Justiça Eleitoral. Dirá que o material deveria ser postado em outubro mas que, por “lapso” do assessor, foi despachado por engano junto a outras correspondências. O assessor, coitado, já teria sido advertido.
UFCÂMARA
Vanderlei Tristão (PTB) fez críticas contundentes à Prefeitura, terça-feira, por querer investir R$ 3,5 milhões em recapeamento e se recusar em destinar parte do dinheiro para a Santa Casa. Só que na hora de votar, deixou o plenário. Marcelo Valim não gostou de ver o colega sair. “É muito feio criticar e, depois, não votar. Isto é covardia. Se for preciso, falo isto na cara dele”. Em seguida, Valim afirmou que, se Vanderlei reclamar de seu comentário, dirá que o vereador sempre vaza na hora de votar projetos polêmicos. Novo round está previsto para terça-feira.
ABESTADO
Tiririca, o deputado mais votado do País, passará o dia de amanhã em Franca. Ele obteve 5,2 mil votos na cidade nas eleições de 2010, mais do que o candidato francano a deputado federal pelo PT recebeu.
Edson Arantes
Jornalista – edson@comerciodafranca.com.br