‘Assim que teve a visão, imediatamente , procuramos partir para aquele destino, concluindo que Deus nos havia chamado para lhes anunciar o evangelho’. (At. 16:10).
Em tudo seguir o espírito
Em sua primeira viagem ministerial, Paulo saiu com Barnabé para a região da Galácia. De acordo com o que escreveu em Gálatas, quando uma igreja se levantava ele a levava a invocar o nome do Senhor e a introduzia no Espírito, pelo fato de Paulo invocar o nome do Senhor, as igrejas de que ele cuidava também o invocavam e isso as fazia desfrutar o Espírito. Assim as igrejas foram levantadas na região da Gálacia.
Ocorreu que nessa ocasião alguns de Jerusalém desceram para levar os gentios a circuncidar-se segundo o costume de Moisés (Cf At. 15:1,5). Paulo e Barnabé então subiram a Jerusalém para ter comunhão com os irmãos e falaram como o Senhor os havia enviado para a obra entre os gentios (15:4).
Primeiro que deu testemunho a favor deles foi Pedro, dizendo que Deus, de fato, preparou os gentios para receber o Senhor (vs 7-11). A seguir Tiago, irmão na carne do Senhor, disse : ‘Julgo eu, não devemos perturbar aqueles que, dentre os gentios, se convertam a Deus, mas escreveu-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, bem como das relações sexuais ilícitas, da carne de animais sufocados e do sangue. Porque Moisés tem, em cada cidade, desde tempos antigos os que o pregam nas sinagogas, onde é lido todos os sábados’ (vs 19-21). Contudo, essa decisão tinha certa influência do Antigo Testamento.
Dois irmãos de Jerusalém, Judas, chamado Barsabás, Silas, acompanharam os apóstolos para levar a carta e a ler em Antioquia (vs. 22.31). Uma vez cumprida a tarefa, eles deveriam regressar, mas Silas preferiu permanecer ali, e Paulo o escolheu para sair na obra a partir de Antioquia em sua segunda escolha viagem ministerial (v. 40). Vemos nessa viagem muita bênção de Deus, porque eles andam segundo o Espírito,quando percorriam a Galácia, foram impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na Ásia; então tentaram ir para Bitínia, mas Espírito de Jesus não o permitiu. à noite Paulo teve uma visão na qual um varão macedônio lhe rogava: Passa à Macedônia e ajudai-nos. Ele foi para lá, concluindo que Deus o havia chamado para lhes anunciar o evangelho (cf. 16:6-10). Em sua segunda viagem, Paulo fez uma excelente obra em Filipos e Tessalônoca, onde as igrejas foram levantadas, conduzidas ao Espírito e muito agraciadas.
Depois ele foi a Corinto, onde ficou um ano e meio ganhou um casal, Áquila e Priscila, judeus que se haviam retirado de Roma (18: 1-4). Como faziam tendas, a mesma profissão de Paulo, eles passaram a trabalhar juntos. Priscila e Áquila receberam muita ajuda de Paulo e o Acompanharam até Éfeso, onde ficaram quando Paulo encerrou a sua segunda viagem ministerial e voltou para Antioquia. Nesse mesmo tempo, chegou a Éfeso um judeu chamado Apolo, homem eloqüente e poderoso nas escrituras, instruído no caminho do Senhor, fervoroso de espírito, que falava e ensinava com precisão a respeito de Jesus, conhecendo apenas o Batismo de João (vs. 24-25). Áquila e Priscila o ajudaram, expondo com mais exatidão o caminho de Deus, animando-o. Depois disso Apolo foi para Corinto (vs. 26-28).
Quanto a Paulo, os irmãos de Éfeso lhe rogaram a que permanecesse mais tempo ali, mas ele falou: ‘Se Deus quiser voltarei para vós outros’ (v. 21); pois o Espírito Santo não queria que ele permanecesse lá. Esse foi o resultado da sua segunda viagem muito agraciada pelo Senhor, porque em tudo Paulo seguiu o Espírito.
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