Aós seis anos na Itália, três deles no time da cidade de Lecco (311 mil habitantes), Mateus Duarte da Silva revelou que a modalidade na Itália cresce a cada ano e que a estrutura fornecida principalmente pelos clubes que disputam a Série A do “Calccio” (campeonato, em italiano), são muito boas para os atletas que estão chegando.
Mas, experiente, ele alerta: “Toda mudança tem alguma adversidade que precisa ser superada. “Hoje, falo italiano fluentemente, mas no início foi complicado. Ainda tem o lado de ficar longe de casa e em um país diferente. São alguns ‘perrengues’ que passei no início, mas que me adaptei”, afirmou o atleta
De acordo com o jogador, a rotina de treinos varia de trabalhos físicos e exercícios em academias a treinos com bola. O clube realiza seis treinamentos durante a semana: dois no período da manhã e quatro à noite. Mateus disse que o salário varia de acordo com a qualidade do atleta. O valor é bem inferior se comparado ao futebol de campo, mas pode chegar a 5 mil euros/mês (aproximadamente 12 mil reais). Segundo ele, se o jogador for disciplinado fora das quadras consegue fazer seu “pé de meia”.
“O clube dá todo respaldo ao atleta. Isso vai desde o pagamento da moradia até passagens para o transporte. O profissional tem que se preocupar exclusivamente em jogar”, disse Mateus, que mora com sua mulher na Europa.
O francano não quis revelar valores recebidos neste período que joga futsal, mas revelou ter sido suficiente para dar entrada em uma casa e se casar.
“Não foi tanto assim, mas consegui fazer um casamento muito bom e adquiri uma casa em Franca”, contou. Perguntado se tem pretensão de defender a seleção italiana, Mateus foi claro na resposta. “Quem sabe um dia!”, declarou.