08 de julho de 2026

O que enruga é a pele e não o coração


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Todo mundo quer chegar à velhice, mas ninguém quer ser velho, já que para não ficar velho a pessoa morre jovem, o que não é um bom negócio. Mas, é preciso não apenas existir, e sim viver de verdade e intensamente cada momento que Deus nos proporciona. Acontece que muita gente começa a se entregar muito antes do apito final, achando que está realizado, que não tem mais nada a fazer e nenhum motivo para se divertir. Isso costuma acontecer quando se aposenta e não arruma alguma atividade ou lazer, para justamente curtir a fase em que conquistou o direito de fazer o que quiser, mas fica simplesmente esperando a morte chegar. Quem pensa e age assim devia mirar-se em exemplos animadores como os de um Roberto Marinho, que começou a construir a poderosa Rede Globo quando tinha 60 anos de idade. Um Oscar Niemeyer, esse grande nome da arquitetura que venceu com lucidez a marca de um século, sempre trabalhando. Um Sílvio Santos ou uma Hebe Camargo, ambos com 81 anos e que se transformam em criança no palco, divertindo-se com suas jovens colegas de trabalho. A família também é responsável por respeitar e valorizar a experiência dos mais vividos, conforme nos ensinam os indígenas e os orientais, em vez de excluí-los, achando que estão superados ou caducando. Aliás, uma sentença oriental afirma: “Para o ignorante, a velhice é o inverno, mas para o sábio é a estação da colheita”! Então, não se entregue. Vá colher o que plantou de bom na vida.