09 de julho de 2026

Casal investe no setor erótico


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Aisia Cintra, que montou com o marido em casa a loja D’Sex Cosméticos Íntimos e Produtos Eróticos

Há sete anos, Aisia Cintra, 32, começou a vender produtos eróticos como sacoleira, “batendo de porta em porta”, como costuma dizer. Mas, ao perceber o potencial de vendas do segmento, decidiu investir no negócio: transformou a garagem de sua casa numa loja e dois dos quatro quartos de sua residência em depósito das mercadorias. O forte da empresa, a D’Sex Cosméticos Íntimos e Produtos Eróticos, é atacado. Segundo Aisia, são 400 lojistas e consultores em Franca e região trabalhando para ela e o marido, Leandro Horácio, 28.

Os dois deixaram os empregos anteriores há dois anos para se dedicar exclusivamente a vender vibradores, fantasias sensuais, gel para massagens, perfumes afrodisíacos ou com feromônios (que atraem o sexo oposto) e outros itens eróticos.

Leandro trabalhava em um açougue. Aisia era balconista numa loja de roupas infantis. Ela prefere não revelar a renda na atual profissão, mas garante que o lucro ultrapassa os salários do casal nos empregos anteriores. “Se você trabalha corretamente, consegue ganhar acima de R$ 2.500 por mês tranquilamente. O lucro é muito bom e o investimento, baixo. É um segmento que ainda tem preconceito, mas mais do cliente ir até o produto, não de adquirir. Todos querem comprar, têm curiosidade em conhecer, então, se você bate na porta de alguém e diz que vende produtos sensuais, é difícil ouvir um não.”

Entre os 400 representantes da D’Sex estão salões de beleza, lojas de lingeries e sapatos. As consultoras estão no primeiro emprego ou em busca de uma renda extra. Normalmente, são mulheres, mas alguns homens também se aventuram no segmento. “Hoje, várias portas estão se abrindo para o mercado de sex shop. Futuramente, os produtos serão expostos como se fossem balas, porque as embalagens não são agressivas nem pornográficas.” Aisia e o marido vendem produtos nacionais e importados da China.