A assinatura da fusão entre a Unimed e o Hospital Regional na última quarta-feira fez nascer em Franca um dos maiores complexos hospitalares da região. São dois hospitais, 418 médicos, mais de 1.100 funcionários e 112 mil usuários.
Segundo os presidentes do Regional e da Unimed, a nova estrutura da cooperativa tem capacidade para atender 50% a mais de usuários ou cerca de 180 mil pessoas. “Estamos pensando no futuro, numa Franca de 500 mil habitantes”, disse o presidente da Unimed, Otto Cezar Barbosa Júnior. Atualmente, a cidade tem cerca de 318 mil habitantes, segundo o IBGE.
Mas o funcionamento conjunto dos dois planos de saúde ainda deve demorar. A previsão é que o processo seja finalizado em cerca de nove meses. A prioridade é agilizar a integração das consultas médicas para que os usuários dos planos possam ser atendidos por qualquer profissional seja da Unimed ou do Regional.
“Acreditamos que esse processo das consultas deve levar uns seis meses para ser totalmente implementado. Quando tudo estiver funcionando adequadamente, vamos comunicar os usuários o que já está disponível. Queremos uma transição que seja o mais clara possível e que cause o menor transtorno”, disse Otto Cezar.
A integração de todos os serviços vai depender do trabalho de uma comissão, que começa a trabalhar no próximo mês. “Vamos montar uma comissão mista de transição para adequar nossos serviços e promover a integração do corpo clínico e das estruturas físicas. Esse processo é bastante delicado, envolve muitos detalhes e não deve ser feito da noite para o dia”, disse Alberto Costa Filho, presidente do Hospital Regional.
A comissão terá a participação de representantes dos dois hospitais e funcionará paralelamente às diretorias. Segundo Otto Cezar, aos poucos, esta comissão deverá assumir a administração da cooperativa.
Caberá também a essa comissão as decisões sobre onde e como funcionarão os serviços do novo complexo. A princípio, a ideia é que cada unidade ofereça um grupo específico de serviços. “Não há por que mantermos duas maternidades ou dois centros de tratamento intensivo. Então, devemos unificar os serviços em apenas um dos locais”, disse Alberto Costa.
A comissão também será responsável pela readequação dos espaços físicos e de pessoal. “Temos serviços que funcionam hoje na Unimed e que não têm como absorver essa nova demanda. Então, vamos precisar ampliar a área física e o número de funcionários. É o caso da nossa remoção pré-hospitalar”, disse Otto Cezar.
Os presidentes descartaram demissões em massa. “Acreditamos que os funcionários que deixarão de ser necessários em determinado serviço passarão a outro. No final, a nossa expectativa é de que seja preciso fazer contratações”, afirmou Costa.
O funcionamento da comissão e a forma como ela será montada ainda não estão definidos. Os dois presidentes dizem que estão estudando a possibilidade de contratar uma empresa de consultoria para ajudar, mas já está definido que o processo de integração de usuários, médicos, funcionários e serviços dois dois hospitais será feito de forma gradual.
“A cada etapa, avisaremos nossos clientes de todos os detalhes. Estamos muito preocupados em deixar todos a par do que está sendo definido e feito”, disse Otto Cezar.