O motorista Valmir Borges, 46, foi condenado pela Justiça a quatro anos e seis meses de reclusão por ter provocado um acidente que deixou cinco mortos e dois feridos graves na Curva da Morte em Rifaina há quatro anos. Ele também foi proibido de dirigir por igual período e terá de pagar uma multa de dez salários mínimos. Não cabe mais recurso. Na época, a repercussão do desastre foi intensa e forçou o governo do Estado a investir R$ 30 milhões para eliminar o perigoso trecho com a construção de viadutos.
Foi no dia 28 de março de 2008 que um caminhão carregado de pisos desceu a serra a 125 km/h e bateu de frente com uma Kombi. A perua prestava serviços para a Prefeitura de Rifaina e transportava três portadores de deficiência para a Apae de Franca. Os outros três passageiros tinham pego carona.
O caminhão carregado com 20 toneladas de pisos seguia em direção a Patos de Minas. Na entrada da curva, o veículo atravessou a pista contrária e bateu em um barranco do lado esquerdo. Desgovernado, voltou para a via e acertou em cheio a Kombi. Laércio Masson Filho, 42, Eliana Carmem Pinho Masson, 40, Jaqueline Pereira Pinho, 24, Gean Wictor de Lima Cordeiro, 18, e Isabel Cristina Barbosa dos Santos, 19, morreram na hora.
O motorista Valmir Borges escapou ileso e foi preso em flagrante. Passou 48 horas na cadeia de Pedregulho. Respondeu em liberdade ao processo por homicídio culposo (sem intenção de matar). Em março do ano passado, ele foi condenado em primeira instância pela Justiça de Pedregulho a 4 anos e 6 meses de detenção. A pena foi substituída pela prestação de serviços à comunidade. Perdeu a CNH por igual período. Valmir também teria de pagar uma multa de cem salários mínimos. A defesa recorreu.
No dia 25 de março, o Tribunal de Justiça negou o recurso por unanimidade e manteve a sentença, que transitou em julgado na semana passada. Apenas a multa foi reduzida para dez salários mínimos. O dinheiro terá que ser repassado à Casa da Criança Nosso Lar de Rifaina. “A condenação é definitiva e não cabe mais recurso. Agora, a pena será executada. Se não pagar a multa e não prestar os serviços à comunidade, perderá a liberdade”, disse o promotor do caso, Alex Facciolo Pires. O motorista terá 48 horas para entregar sua habilitação no Fórum de Pedregulho, caso contrário, será expedido um mandado de busca e apreensão.