10 de julho de 2026

Lavrador de 68 anos morre atropelado no Jardim Primavera


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No asfalto da avenida no Jardim Primavera, ficaram as marcas de freada do Gol que atropelou o lavrador

O lavrador desempregado Vitor Mateus Silva, 68, que morava no Jardim Aeroporto I, morreu na tarde de ontem após ser atropelado no Jardim Primavera. O acidente aconteceu por volta das 11h15. Silva transitava com uma bicicleta motorizada pela avenida Euclides Vieira Coelho. No cruzamento com a rua Alceu da Mora Leite, quando parou no meio da pista para esperar o fluxo de carros e fazer uma curva à esquerda, foi atingido pelo Gol branco dirigido pelo encanador Givaldo Bispo dos Santos, 34, morador no Jardim Aeroporto III. O lavrador teve graves ferimentos na cabeça, foi socorrido com vida, mas morreu duas horas após dar entrada na Santa Casa.

Segundo a auxiliar de enfermagem Ana Aparecida Balbino da Silva, 63, mulher do lavrador, ele tinha saído de casa há 20 minutos para levar sua bicicleta a um mecânico e retornava no momento da fatalidade. “A oficina era aqui perto. Ele tinha ido e já estava voltando. Um rapaz que mora do lado do local do acidente veio aqui correndo, chamou meu filho e falou: ‘um cara arrebentou seu pai’. Chegamos lá e ele estava no chão”, disse a mulher.

O comerciante Messias Nazareno de Castro, 43, dono de um açougue localizado no cruzamento do acidente, estava na calçada e presenciou o atropelamento. “Eu tinha acabado de sair para receber uns representantes comerciais. O senhor (Silva) estava devagar. Na hora que ele ia cruzar para a esquerda o carro, em alta velocidade, não teve como desviar. Ainda tentou frear de todo jeito, mas não conseguiu”, contou Castro.

No asfalto, ficaram as marcas de frenagem de cerca de 30 metros. O lavrador, que segundo familiares estava de capacete, foi arremessado para cima do carro, bateu a cabeça com força no para-brisa do veículo e foi arrastado. Com a violência da freada, o Gol foi para na pista contrária, quase subindo na calçada do açougue.

A Polícia Militar foi acionada e preservou o local até a chegada da unidade de resgate do Corpo de Bombeiros. ‘O Resgate demorou demais, uma meia hora mais ou menos. Ele perdeu muito sangue. Eu estava lá e não podia fazer nada’, afirmou a mulher do lavrador.

Silva deu entrada na Santa Casa ainda com vida, porém, teve sua morte confirmada por volta das 14 horas. A Polícia Científica periciou o local e a ocorrência foi registrada no 4º Distrito Policial, que deverá apurar o caso. Segundo a polícia, o encanador que conduzia o Gol não era habilitado e responderá por homicídio culposo (leia mais em texto nesta página). O veículo foi apreendido.

Silva deixa mulher, oito filhos, 16 netos e dois bisnetos. Ele estava prestes a se aposentar e catava latas de alumínio para complementar a renda da família. O corpo está sendo velado no Velório do Aeroporto. O sepultamento acontecerá às 13 horas de hoje no Cemitério de Patrocínio, com serviços da Funerária São Francisco.