08 de julho de 2026

Fiel da balança


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Todos querem o apoio de Gilson de Souza nas eleições de outubro

Se há algum político em situação confortável na corrida pela sucessão municipal, este político se chama Gilson de Souza. Não é exagero afirmar que o deputado estadual pelo DEM será o fiel da balança nas próximas eleições. Neste período em que os partidos lutam para formar composições, todos querem ter Gilson do lado. É sinônimo de um caminhão de votos a mais. E, claro, de um caminho mais tranquilo para a vitória nas urnas. Resultado da popularidade e do carisma do parlamentar. Nesta disputa pelo apoio, quem surge com força no cenário político é o filho do deputado.

Gilson de Souza já mostrou que é bom de voto e que tem um eleitorado fiel. Em 2010, foi reeleito deputado com tranquilidade ao obter 77,6 mil votos. Só em Franca, foram 57 mil. Ninguém foi mais votado na cidade do que ele, nem mesmo o arquirrival Roberto Engler que teve o apoio aberto do prefeito Sidnei Rocha.

O deputado é esperto e adotou a estratégia do despiste. Não diz que será, nem que não será candidato. Ele tem em mãos o resultado de pesquisas internas feitas pelos concorrentes. Em todas, Gilson aparece bem colocado e com chances de chegar. Com ele fora da parada, os adversários crescem. Poucos acreditam que Gilson vai se candidatar. Por isto, correm para ter o seu apoio. É ai que Gilson de Souza Filho entra em cena. Ter o filho do popular deputado como vice virou objeto de desejo.

Não à toa, candidatos de diferentes partidos e ideologias convidaram Gilson Filho para formar a dobradinha. Seria uma forma de conquistar votos do eleitorado do pai e conseguir entrar no público jovem. Gilsinho, que nunca disputou uma eleição, tem 28 anos. Convites partiram do PT de Pelizaro, do PSB de Ubiali, do PSDB de Alexandre, do PP de Graciela e do PMDB de quem mesmo? Por enquanto, só Cassiano Pimentel do PV não o procurou. Para os mais apressados, um aviso. Gilson, o pai, só deve se decidir no fim de junho.

QUESTÃO DE MARKETING
Gilson de Souza está levando a sério a ideia de lançar o filho na política. Inclusive, adotou a estratégia de abandonar o apelido de infância e apresentá-lo aos eleitores como Gilson de Souza Filho. Entre os amigos, o jovem é chamado de Gilsinho.

QUEM EU QUERO, NÃO ME QUER
A cúpula do PP não se apaixonou por nenhum dos nomes apresentados pelo PTB para a escolha do candidato a vice-prefeito. Os caciques, ou melhor, os coronéis do partido tentam buscar uma via alternativa que possibilite maior valor agregado. O par ideal para Graciela Ambrósio, acreditam, é o do calçadista Válter Cintra, da Rafarillo. É empresário de sucesso, jovem, popular e com dinheiro para investir na campanha. O problema é que Valtinho não quer saber de se envolver com a política. Está difícil convencê-lo a mudar de ideia. Por outro lado, as portas continuam abertas para Gilson de Souza.

BLOQUINHO
Se nas eleições passadas o PSDB conseguiu reunir 11 partidos na coligação de apoio a Sidnei Rocha, agora, a formação de uma aliança com legendas de peso está mais difícil. Anteontem, os tucanos fecharam acordo com o PRB. Antes, só haviam conseguido o apoio do PPS, do PMN e do PC do B. Até mesmo com o aliado DEM o PSDB tem enfrentado dificuldades em conversar. Negociações com o PMDB também foram frustradas.

ESPERANÇA VERDE
Cassiano Pimentel torce para que o elevado número de candidatos se mantenha. Ele acredita que, para ele, quanto mais, melhor. A concorrência fará dividir os votos dos adversários e ampliar suas chances de chegar ao segundo turno. O ex-vice-prefeito avalia que os partidos em geral enfrentam dificuldades para concretizar uma parceria que garanta a indicação de um bom vice e que a tendência é a formação de chapas puras. O PV conversa com o Psol, mas não chegou a um acordo, pois uma ala do partido defende o lançamento de candidatura própria.

PROPAGANDA SOB SUSPEITA
O vereador Jépy Pereira (PSDB), líder do prefeito na Câmara e candidato à reeleição, poderá enfrentar problemas com o Ministério Público por suposta propaganda antecipada. Panfletos intitulados “Carta Pessoal e Particular”, com sua foto ao lado de Sidnei Rocha foram distribuídos na cidade. O material publicitário destaca a atuação do parlamentar na Câmara, pede ajuda e fornece números de telefones para a formação de um cadastro de apoiadores voluntários. O problema é que um dos panfletos foi parar na casa de um petista de carteirinha. Ele não pensou duas vezes em mandar para a ouvidoria do MP, que determinou a abertura de procedimento para as devidas providências.

PADRINHO AUSENTE
O vereador Marcelo Valim (PSDB) apresentou um projeto para batizar determinada rua do Residencial Zanetti na sessão da última terça-feira. Na hora da votação, ele foi obrigado a pedir a retirada da homenagem. Descobriu que a via já havia sido batizada em dezembro de 2012. Detalhe: por ele mesmo.

Edson Arantes
Jornalista – edson@comerciodafranca.com.br