11 de julho de 2026

Aos 71 anos, morre Herman Salloum, industrial, pecuarista e horticultor


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Morreu às primeiras horas da manhã do domingo, 20 de maio, em sua casa e durante o sono, o industrial, pecuarista e horticultor Herman Salloum, aos 71 anos. Diabético e portador de problemas cardíacos, Herman foi internado por alguns dias há duas semanas para reequilibrar o organismo, especialmente em função de grave crise de diabetes. Voltou à sua casa em bom estado de saúde. No sábado, 19, sem apresentar quaisquer sinais que preocupassem a família, adormeceu para morrer.

Deixou viúva, depois de 45 anos de casamento, Silvia Regina Dagher Salloum, dois filhos (Eduardo, casado com Ana Lúcia, e Simone, casada com Antônio José Porto Júnior) e quatro netos (Maria Júlia, Eduardo Filho, Felipe e Maria Fernanda). Filho dos sírios Taufick Salloum e Rahme, Herman foi irmão de Michel (falecido), Riad (diretor do Tower e Imperador Hotel), Elgha, Joseph (diretor do Shopping do Calçado) e Nassima (que também atua na direção do Tower).

A família migrou da Siria para o Brasil em 1948. Foi residir em Jeriquara. Lá, o pai, Taufick, adquiriu um armazém de secos e molhados. Após alguns anos, com o crescimento dos filhos e necessidade de acesso deles a escolas, compraram um imóvel na avenida Presidente Vargas (onde hoje está o Imperador Palace Hotal) e instararam novo negócio no mesmo ramo. Mais algum tempo e Herman resolveu unir-se ao cunhado Salim Tabah para criarem Calçados Herlim, indústria que se especializou na fabricação de mocassins e conquistou vasta clientela no mercado nacional e em vários países.

Aposentado como industrial, dedicou-se a propriedade agrícola na região limítrofe dos municípios de São José da Bela Vista e Franca, de sua família. Criou gado, tornou-se respeitado produtor de leite e, por muitos anos participou e venceu, com seu gado holandês, de torneiros leiteiros de excelente projeção. Nos últimos anos, fora da agropecuária, cultivou cana-de-açúcar e hortaliças tornando-se fornecedor de varejistas de Franca e região.

Fez, ao longo da vida e em função de seu jeito expontâneo de ser, grandes amizades. Seu sobrinho, Luciano Hannouche, gerente do Shopping do Calçado disse que a capacidade de bem aconselhar era um das marcas mais relevantes do tio. “Isso, somado ao sentido de vivência plena de família, o tornaram um homem referencial que deixa muita saudade’. O corpo foi velado no São Vicente de Paulo e recebeu sepultamento no Cemitério da Saudade.