06 de junho de 2026

Prédio da AEC-Centro nos lembra do Hotel Francano


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Quem frequentou o salão da AEC-Centro nos áureos tempos e passa agora em frente ao prédio sente uma pontada de tristeza ao ver transformado em ponto comercial o local onde tantos viveram muitas emoções. O clube quase centenário teve que lançar mão do recurso para cobrir um déficit que se crescia. O que muitos fariam, inclusive eu, se estivessem no lugar do prefeito, era transformar a AEC numa casa da cultura, como se pretende fazer agora com aquelas casas desapropriadas na praça Carlos Pacheco, do Cemitério da Saudade. A desapropriação custou cerca de R$ 1,3 milhão. O governo de SP firmou convênio de R$ 2,5 milhões com a prefeitura para a construção do Memorial de Regina Duarte. Com cerca de R$ 2 milhões, divididos em suaves prestações, a prefeitura pegaria o prédio da AEC já pronto e, com poucas adaptações, poderia colocar ali o Memorial, a Pinacoteca, Museu da Imagem e do Som e ainda sobraria espaço. Ao mesmo tempo, estaria preservado o local que foi palco de memoráveis eventos culturais e de lazer. Evitaria ainda, como certamente vai acontecer, de se lamentar o desaparecimento de um prédio que fez história, a exemplo do que aconteceu com o Hotel Francano, que ficou apenas em fotos e lembranças, para dar lugar a uma agência bancária. Mas, infelizmente, a Inês agora é morta.