A Apae (Associação de Pais e Amigos do Excepcional) de Franca é referência para dez municípios da região. Atende hoje mais de mil alunos e seus familiares na área da saúde (médicos e especialistas), educação e social. O atendimento é totalmente gratuito. “A Apae é uma entidade de grande importância dentro da nossa comunidade. Todos os serviços que presta custam dinheiro, mas ninguém paga por eles. O leilão nos ajuda a arcar com as despesas”, disse o presidente da Apae, Jorge Flávio Sandrin.
Quem depende da entidade reconhece a importância que tem. A dona de casa Patrícia Aparecida Monteiro, 36, é mãe de três filhos de 17, 15 e 3 anos. Ela percebeu que o caçula tinha comportamentos comuns às pessoas autistas porque ficava mais isolado, agitado em alguns momentos e não fala. Ela procurou apoio na AMA (Associação Amiga do Autista) de Ribeirão Preto e foi encaminhada para a Apae de Franca. Conseguiu uma vaga para o filho e, desde o começo do ano, ele permanece na Apae todas as tardes. Das 13 às 17 horas, em dias alternados, passa por sessões com a fonoaudióloga, psicóloga, estuda na educação precoce da escola especial da Apae e faz aulas de computação. “Percebo que meu filho está mais disciplinado. Depois da Apae, o comportamento dele está melhorando, já tem diferença”, disse a mãe.
Patrícia disse que não teria condições de se deslocar para lugares diferentes e pagar pelo atendimento que o filho recebe. “Não tenho condições de levar meu filho na fono num dia na UBS, na psicóloga no outro lá na Unifran. Aqui (na Apae) já tem tudo reunido no mesmo lugar, fora o neurologista e pediatra.”
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