“Todo homem põe primeiro o bom vinho e, quando já beberam fartamente, então serve o inferior; mas tu guardaste o bom vinho até agora” (Jo 2:10).
SUPRIMENTO, SEGURANÇA E ALEGRIA
Como vimos ontem, ao criar o homem Deus lhe proporcionou tudo de que ele necessitava: satisfação, segurança e alegrai. Na história humana, após a queda do homem, vemos que os que se afastam do Senhor não conseguem mais receber Seu suprimento. Vemos isso na descendência de Caim: pelo fato de se terem afastado de Deus, tiveram uma civilização e uma cultura sem Deus (Gn 4:17-24). Seus descendentes viviam em tendas e criavam gado para sobreviver. Mas esse não era o propósito de Deus para o homem. Ele colocou o homem no jardim do Éden e este poderia comer de todas as árvores do jardim, exceto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Isso mostra que Deus preparou suprimento para todas as necessidades humanas.
Quando o homem está na presença de Deus, tem satisfação e alegria. Assim Deus se alegra e o homem, também. Deus criou na emoção do homem algo que se chama alegria, e ela precisa ser satisfeita. Deus criou a emoção no homem para Ele próprio vir satisfazê-lo e dar alegria. O homem sem Deus não tem alegria. Satanás, porém, veio destruir essa alegria tentando o homem. Este se afastou de Deus e perdeu a alegria; por isso a descendência de Caim criou instrumentos musicais que visavam o homem.
Mesmo com a evolução da cultura da civilização humana, o homem continua buscando a alegria por meio de entretenimento e diversão.
Ao afastar-se de Deus, o homem perdeu a proteção divina. Não só o inimigo quer destruí-lo, mas até os animais do campo querem mata-lo, porque não tem mais segurança ou proteção, por não ter mais a presença de Deus. Por isso ele precisou criar armas para se proteger. Essa é a civilização o homem sem Deus.
Uma festa de casamento é para dar satisfação a alegria aos convidados. Na situação de João 2, temos uma figura de que o homem, nas bodas em Cana, busca alegria. Por isso nas festas de casamento há vinho para o homem se alegrar. Uma vez sob o efeito do vinho, há dissolução, e nisso o homem tem prazer. O homem, quando toma vinho, fica alegre, mas é uma alegria sem Deus, que são os prazeres do pecado. A alegria do homem busca alegria efêmera, que é representada pelo vinho que acabou nesse casamento.
Nesse momento a mãe do Senhor Jesus falou: “Fazei o que Ele vos disser” (Jo 2:5). Ela sabia que era muito importante ouvir as palavras do Senhor e praticá-la. O mesmo ocorre conosco: se ouvimos Sua palavra e não praticarmos, a água não pode tornar-se vinho. Porém, se ouvimos Sua palavra e a obedecemos, enchendo de água as talhas, teremos o melhor vinho. Quando esse vinho foi levado ao mestre-sala, ele chamou o noivo e disse: “Todo homem põe primeiro o bom vinho e, quando já beberam fartamente, então serve o inferior; mas tu guardaste o bom vinho até agora” (v.10). A tradição era servir o melhor vinho primeiro, porém, a água que o Senhor transformou em vinho era superior.
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