Sou descendente de italianos. Na rua vivem me chamando de loira burra, barata descascada ou branquela (sic). Quando migraram para o Brasil os italianos também sofreram discriminação. Vieram para substituir a mão de obra escrava, cuja remuneração não ultrapassava o valor dos alimentos que os africanos recebiam dos senhores do café. Vou começar um movimento contra o preconceito branco, já que a maioria da população está composta por pardos. Quero minha vaga garantida e não quero mais (ser alvo de) adjetivos que ofendem a minha pessoa. Na carta magna brasileira consta que ninguém pode ser discriminado. Na história, minha ascendência foi discriminada e hoje sofro por ser muito branca, motivo de chacota nas ruas onde ando. Também quero meus direitos!
Fabiana
Franca - SP