Marco Aurélio Piacesi, presidente do sindicato dos médicos e diretor regional da APM (Associação Paulista de Medicina), trabalha na rede pública há 15 anos. Ele afirma que a falta de profissionais na rede não se deve apenas à baixa remuneração. “As condições de trabalho também não são adequadas.”
Segundo Piacesi, há cerca de dez anos, o salário dos médicos em Franca era um dos cinco mais altos do Estado. “Hoje talvez esteja entre os 10 piores”, diz. Ele aponta a estabilidade, carteira assinada e direitos trabalhistas como os fatores que o fazem permanecer na rede.
Raul Hellu, há 19 anos na rede pública, diz que é raro encontrar um médico que sobreviva apenas com um trabalho.