Terminou na quarta-feira o prazo para alistamento e revisão de títulos eleitorais. A correria nos últimos dias foi grande em Franca. Pelo menos mil pessoas deixaram para regularizar a situação na última hora e lotaram os cartórios. Boa parte, incentivada pelos próprios candidatos. Dados obtidos pelo Comércio da Franca junto à Justiça Eleitoral apontam que Franca atingiu a marca dos 223.979 mil eleitores aptos a votar. São 606 sessões e 69 locais de votação.
Há quatro anos, quando Sidnei Rocha (PSDB) liquidou a fatura no primeiro turno, eram 209.702. O atual cenário político indica que, pela primeira vez, a escolha do prefeito será decidida em um segundo turno.
Pelo menos seis candidatos devem disputar a sucessão municipal. Alexandre Ferreira (PSDB), Graciela Ambrósio (PP), Gilson Pelizaro (PT), Ubiali (PSB) e Cassiano Pimentel (PV) já confirmaram a intenção. O PMDB cogita lançar can-didatura própria - João Rocha garante que ele é o nome -, mas ainda não chegou a um consenso interno.
O elevado número de concorrentes e a ausência de um nome que se desponte dos demais, como aconteceu com Sidnei Rocha em 2008, sinalizam que é pouco provável alguém se eleger já no dia 7 de outubro. Pelizaro acredita que o número de candidatos possa aumentar ainda mais até as convenções. “O quadro ainda não está fechado. Avalio como, praticamente, impossível não acontecer o segundo turno. Trabalhamos com esta hipótese. O jogo está equilibrado e acreditamos muito no nosso potencial. Aquele bloco com mais de dez partidos que apoiou o prefeito nas eleições passadas não vai mais se repetir.”
O PT mantém a vaga de vice em aberto e negocia com outras legendas para formar o arco de alianças visando retomar a Prefeitura oito anos depois de governar a cidade pela última vez.
No grupo de Graciela, há quem diga que ela tem chances de vencer no primeiro turno. A pré-candidata é mais cautelosa. Ela acredita que a disputa será acirrada, que o número de votos válidos deverá ficar abaixo da casa dos 200 mil e que a sucessão está completamente em aberto. “As candidaturas ainda precisam ser oficializadas. Não dá para fazer previsões agora. Ainda é muito prematuro. É possível que haja segundo, mas só as urnas vão confirmar as previsões. Vou trabalhar para vencer, independentemente se na primeira ou segunda votação”, disse a candidata.