10 de julho de 2026

A morte da professora e diretora de escola ‘Eliana Abrão Elias


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Morreu no dia 2 último, no Hospital Regional de Franca, a diretora de escola e professora de história Eliana Maria Cruz Abrão Elias, aos 59 anos. Hipertensa, a professora teve problemas no último final de semana, recebeu internação e, com quadro clínico controlado, voltou à sua casa na véspera do feriado de primeiro de maio. Na madrugada do dia 2, foi acometida por Acidente Vascular Cerebral e entrou em coma, não reagindo mais. Sua morte foi atestada durante aquele dia.

Eliana foi educadora conhecida pela seriedade e competência com que se dedicou ao exercício profissional. Formada em História pela Unesp de Franca, iniciou carreira lecionando no Sesi, mas queria mais. Prestou e foi aprovada em concurso para ingresso no magistério municipal construindo, em razão do talento para ensinar e em sua capacidade administrativa, carreira sólida. Dirigiu várias escolas locais. Estava, quando de sua morte, na direção da Escola “Maria Helena Rosa Barbosa”, no Jardim Redentor. A responsável pela secretaria da escola, Heloisa Helena Campos Galvão, resumiu a falta que Eliana fará dizendo que “sua forma de trabalhar era, a um só tempo, determinada, amiga e competente. Todos sentirão sua falta porque ela não abria mão de ninguém. Queria que todos crescessem com ela”.

Era, segundo sua família, professora à antiga, brava mas carinhosa e comprometida com seus alunos. Durante o velório, estudantes cochichavam emocionados, sobre o ‘jeito Eliana’ de ser: “era dura, mas não havia quem mantivesse qualquer desavença com ela. A gente sabia que suas broncas eram só para o bem”.

Estava viúva do radialista francano Wilson Abrão Elias há 32 anos. O casal teve duas filhas, Daniela, casada com Marcelo Veloso Camargo e, Débora, divorciada; e dois netos, Eduardo e Marina. Com a perda do marido, Eliana, ainda jovem, dedicou-se às filhas e à gestão de pequena propriedade rural deixada por seu pai. A filha Daniela disse que nunca viu a mãe trabalhando “menos do que incansavelmente para dar conta de tudo, e ela venceu. Conduziu a mim, à minha irmã, a sobrinhos e primos – sua vocação para o ensino e a educação sempre foi patente – pelo bom caminho. Somos completamente apaixonados por ela a sempre seremos”.

O GCN Comunicação, em seu programa Jornal Escola, dedicado ao treinamento de professores para uso de jornais em sala de aula, iniciou trabalho com um grupo novo há pouco mais de um mês. Dentre os professores, estava Eliana. “Sabia tudo sobre educação, mas não perdia qualquer oportunidade para aprender mais”, disse Daniela. O grupo continua, agora, órfão das contribuições e boas ideias que ela, certamente, poderia agregar às atividades que estão por vir.