09 de julho de 2026

Novo Basquete Brasil 2011/2012: temporada para ser esquecida


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Hélio Rubens: desclassificação

“A torcida pode ficar tranquila que o time que nós estamos montando será melhor que o último. Estaremos brigando por títulos, como sempre.” As palavras do treinador Hélio Rubens Garcia, dirigidas à torcida do Vivo/Franca através das páginas do Comércio da Franca na edição do dia 9 de junho de 2011, tentou infundir confiança após o anúncio de que metade do time vice-campeão do NBB 3 havia deixado o clube. Foi o início da temporada 2011/12, período que terminou quinta para o Vivo/Franca.

O “ano” no basquete brasileiro começou em junho e a primeira perda para os francanos foi a saída do ala/armador Vitor Benite. Na sequência, Rogério e Dedé também não renovaram seus contratos. Como contra ponto, Rafael Baby foi anunciado como a maior contratação da história do clube. Contusões tomaram conta de atletas - a mais grave envolveu Felipe Tadei, lesionado no joelho e com retorno previsto apenas para o final de 2012. O Ginásio Poliesportivo foi fechado para reforma e o presidente do clube, Luís Carlos Teixeira, anunciou a “aposentadoria” de Hélio Rubens Garcia. Só que o técnico negou. Clima ruim no grupo.

Títulos tornaram-se obrigação. No Paulista, o time terminou em terceiro lugar na fase de classificação. Sem o Póli, o Vivo/Franca mandou jogos do playoff das quartas de final do Estadual no Ginásio da Unifran, onde foi derrotado pelo São José. O clube completou quatro anos sem o título paulista.

A solução veio de fora do País. Os americanos Kevin Sowell e Eddie Basden chegaram em novembro, durante os Jogos Abertos do Interior, onde o time foi eliminado, pela segunda vez seguida, por São José. Fora na semifinal.

Começa o NBB 4 e o time de Hélio Rubens sofre cinco derrotas consecutivas. Rafael Baby se afastou do basquete e deu lugar para o sérvio Vuk Ivanovic. O Vivo/Franca terminou o dezembro na lanterna da competição nacional. Em janeiro, Sowell, que havia protagonizado uma violenta discussão com o treinador em dezembro, reclamou da equipe através da internet. Fevereiro seria uma “nova página” já que time se reencontrou em quadra, bateu os líderes e viajou para a Liga das Américas, no México. A confiança deu lugar a frustração e a desclassificação.

Só restou o NBB 4. Com um segundo turno razoável, equipe terminou em 10º na tabela e no playoff das oitavas passou pelo Paulistano por 3 a 0. Na fase seguinte, o algoz da temporada: São José. Time pronto. Ledo engano. Derrota por 3 a 0, adeus ao NBB 4 e início antecipado das férias. Foi o final de uma temporada para ser esquecida.