Fico com calafrios quando se fala em reforma trabalhista! Para os empresários tal propósito se justifica pela necessidade de cortar direitos e salários da classe trabalhadora, tornando (tudo) mais barato e fácil de explorar. Caso ocorra, não estaríamos contribuindo para formação de um mercado de consumo extremamente vulnerável e deficitário, pois o que (define o) consumidor não é sua mera existência, mas o poder de compra que (...) depende do emprego e do salário. No Brasil é costume não investir no funcionário, apenas explorá-lo até a última gota de sangue. Vamos voltar a Tempos Modernos de Chaplin... (Leia o texto ‘Mais cosmética’, do colunista Zdenek Pracuch, aqui).
Dársio Batista
Franca - SP
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Como sempre, ótimo artigo do Sr. (Zdenek) Pracuch. Parabéns! Interessante, também, o comentário do leitor (Dársio) Batista. Que uma reforma trabalhista é tão urgente e necessária quanto a tributária, isto não podemos negar. Não se trata de defender a precarização ou a perda de direitos adquiridos, mas de adequar nossa realidade às demandas de um mundo que a cada dia se torna mais dinâmico e competitivo. Os direitos do trabalhador podem e devem ser uma ferramenta para o desenvolvimento, jamais o seu oposto. Porém a ausência dessa reforma (trabalhista) não é o que mais emperra o Brasil. A prioridade deve ser a Reforma Fiscal e a Reforma Política.
Mauro de Aguiar
Franca - SP