Segundo a Doutrina Espírita, o indivíduo é uma trindade composta de corpo material, perispírito (ou corpo fluídico) e espírito. A representação física é a exteriorização dos outros dois, no mundo das formas, sendo o Espírito a essência mesma do ser, e o perispírito, o elo que une espírito-corpo.
Já, conforme a tradição hinduísta, o perispírito que, como a própria palavra diz, está em torno do espírito, é detentor de centros de força, ou centros vitais, cuja unidade principal situa-se na parte superior da estrutura perispiritual, de onde distribui a energia que recebem do espírito para os demais centros, os inferiores.
Seus correspondentes no corpo físico, os chacras, ou também centros vitais, mantêm a circulação energética por todo o organismo, à semelhança da corrente sanguínea, contribuindo para o equilíbrio orgânico e, por conseguinte, a saúde física.
Os chacras são em número de sete e se denomimam: centro coronariano, situado na cabeça e que comanda todos os demais; centro frontal, situado na fronte (testa) e que comanda a vida mental; centro laríngeo, situado na região da garganta, comandando a fala e a manifestação dos sentimentos; centro cardíaco, localizado na região do coração, no tórax, responsável pelo comando das emoções; centro esplênico, na região do baço, comandando a reprodução sanguínea e a circulação energética; centro gástrico, na região gástrica/digestiva, comandando o processo alimentar e o centro genésico, responsável pelas forças de reprodução humana.
Com efeito, todos os centros perispirituais têm os chacras que lhes correspondem no corpo físico e são comandados pelo espírito que é a essência individual, criada por Deus.
O que os centros de força e os chacras têm a ver com suicídio? Já que ninguém morre, toda vez que fugimos de qualquer situação pela porta enganosa da deserção da vida, nossa ação destruidora da matéria também destrói um destes centros onde a nossa ação se fez refletir de maneira mais pronunciada.
Dessa forma, nosso gesto extremo não destrói apenas o corpo, compromete, sobretudo, as tênues estruturas do corpo perispiritual. Como este é o liame entre o espírito e o corpo material, pelo que podemos afirmar ser ele ‘a fôrma da forma’, toda vez que reassumimos um novo corpo material este será o reflexo daquele.
Assim, qualquer destruição que houvermos provocado no perispírito refletirá, obrigatoriamente, no novo envoltório físico a ser elaborado, observando-se, obviamente, as leis da genética. que estão a serviço da evolução espiritual.
Daí a autopunição, isto é, a punição imposta pela nossa própria consciência, requerendo que reencarnemos em corpos com as deficiências que terão a finalidade de corrigir-nos.
É a justiça em nós! Somos os autores dos nossos próprios males. Conforme nos ensinou o Mestre Jesus: ‘a cada um segundo as suas obras’.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca