08 de julho de 2026

Vendedor confessa que mentiu sobre sequestro relâmpago


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Local às margens da João Traficante onde o vendedor disse ter sido levado durante sequestro relâmpago

Os agentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) descobriram que a história do vendedor que disse ter sido vítima de sequestro e trancado no porta-malas do veículo, não passou de uma farsa. DBC, 27, confessou que pretendia apenas chamar a atenção de familiares. Após falar a verdade, o rapaz foi liberado, mas vai responder por falsa comunicação de crime, que pode lhe render de 1 a 6 meses de detenção. Esta não é a primeira vez que DBC inventa ter sido vítima de assaltantes (leia mais nesta página).

Os policiais Sandro Rocha, Hernani e Kleber Giora passaram a investigar o crime assim que tomaram conhecimento da ocorrência registrada durante a tarde de quinta-feira. Os investigadores disseram ter estranhado várias partes do depoimento do representante comercial. “Coisas que não estavam batendo. Primeiro ele disse que foi rendido na avenida Ismael Alonso e Alonso, na descida da cachoeira. Ele disse que estava a 60 quilômetros por hora no veículo, mas não bateu ao ser parado pelo suposto carro dos bandido. A maneira como foi trancado no porta-malas do carro e as características dos assaltantes que tinham até metralhadora, dentre outros fatos que estavam estranhos em sua versão”, disse o investigador Sandro.

Até as 11 horas de ontem, DBC mantinha a mesma história. Disse havia sido assaltado por marginais que o obrigaram a dirigir o veículo até uma estrada às margens da rodovia João Traficante, que liga Franca a Ibiraci (MG), e lá trancado no porta-malas do carro. Depois que os policiais fizeram junto com ele o trajeto da suposta ação criminosa, o representante resolveu contar a verdade. “Ele confessou que foi sozinho para a estrada e quebrou seu aparelho celular. Em seguida, se trancou no porta-malas e ligou para amigos e para a polícia. Ele nos disse que queria chamar a atenção de familiares e da ex-namorada, com a qual terminou o relacionamento há cerca de dois meses. Afirmou tomar alguns remédios e pediu desculpas para a polícia”, disse o investigador.

Ao final da verdadeira história, DBC mostrou para os investigadores onde havia escondido sua carteira com os documentos pessoais. Ela estava guardada no quarto de sua residência.

Com a mentira, o vendedor mobilizou pelo menos quatro viaturas da PM de Franca e mais uma guarnição da cidade de Ibiraci (MG), que ao ser informada do caso seguiu pela pista sentido Franca em busca de algum suspeito.

Ele vai responder em liberdade por falsa comunicação de crime.