09 de julho de 2026

Falta de juízes pode cancelar torneios de futebol amador


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Reginaldo Emídio explicou como são as regras da licitação dos juízes

Os campeonatos organizados pela Liga Francana Amadora de Futebol correm o risco de serem cancelados ou adiados. A falta de interesse de empresas especializadas em prestação de serviços de arbitragem ameaça a programação do primeiro semestre de 2012 do futebol amador na cidade. De forma imediata, isso pode afetar todos os torneios de categorias de base, que contam com cerca de 900 atletas com idades entre 9 anos e 17 anos, além de competições envolvendo Veteranos, onde há mais 200 atletas. Quanto ao Regional Amador e o Varzeano há um pouco mais de tempo. Mesmo assim, os clubes podem ser obrigados a pagarem do bolso pelo trabalho de arbitragem.

Uma lei municipal estabelece que a Feac (Fundação Esporte, Arte e Cultura) repasse verbas à empresa prestadora de serviços de arbitragem nos torneios de Futebol Amador organizados pela Liga Francana. Esta empresa é contratada, anualmente, após licitação. Hoje, encerra-se o prazo para a retirada do edital com as regras da licitação envolvendo centenas de partidas previstas para 2012. Até agora apenas uma empresa se interessou pelo serviço.

Reginaldo Emídio, responsável pela Feac, explicou que para ser válida, a licitação precisa, no mínimo, contar com a participação de três empresas. Caso isto não ocorra, o atual processo será suspenso e um novo procedimento, aberto. Isso levaria até três meses para ser concluído, impedindo os campeonatos de começarem em maio. Restaria cancelá-los ou adiá-los para o segundo semestre de 2012.

Marcos Mariano Silva, vice-presidente da Liga Francana, alertou para o problema. Sem o dinheiro dos árbitros, pode não haver campeonatos, salvo se os clubes se dispuserem a pagar pelo serviço. “Temos de conversar muito a respeito. No entanto, vamos esperar até a próxima semana”, afirmou.

A falta de interesse de empresa do gênero pode estar diretamente relacionada aos episódios de agressões ocorridos contra os juízes em várias partidas amadoras de competições do ano passado. Sem respaldo e segurança, árbitros e assistentes não estariam dispostos a comandar estes jogos. Sem eles, as empresas não podem se comprometer a realizar o serviço.