Morreu às 19 horas do dia 28 de março, depois de dez dias de internação no Hospital São Joaquim/Unimed, Michel Bittar, conhecido comerciante e agropecuarista com décadas de atuação em Franca e região.
Tinha 84 anos. Vítima de uma queda, Michel feriu-se com gravidade na região da bacia e teve que permanecer acamado durante o longo processo de recuperação. Teve uma pneumonia e seu estado se agravou dez dias antes de sua morte. Internado, não resistiu.
Michel nasceu em Rifaina (SP), filho de Abrão Bittar e Salima Cury Bittar. Teve sete irmãos (José, Jamil, Aniz, Alfredo, Mitre, Zarife e Jamile) e com eles constituiu família dedicada ao comércio e à agropecuária. A primeira atividade deles, quando Abrão e Salima decidiram-se por residir em Franca, foi a Casa 3 Irmãos, na Estação, focada em secos e molhados. Quando alguns de seus irmãos tornaram-se donos de cinemas francanos – e, atuaram por décadas na atividade – coube-lhe continuar “tocando” – como dizia – atividades agropecuárias. Teve, ainda, participação na fábrica de calçados Turim.
Segundo disse seu amigo Victor de Andrade, autor do livro de memórias Mosaico e presidente do Clube dos Bagres (onde, recorrentemente, podia ser encontrado), Michel era “uma pessoa especial, muito educado, cabelos brancos que lhe davam charme dono de mente lúcida e memória excepcional, gente que não se furtava a enfrentar quaisquer desafios”. Torcia pelo Palmeiras e gostava de viajar com a família e amigos.
Era viúvo de Terezinha D’Elia Bittar. Do casamento de 52 anos nasceram três filhos (Teresa Cristina, casada com Mário César Archetti; Júlio César, casado com Fátima e Maria Paula, casada com José Manoel Lucas) e sete netos (Juliana, casada com Marco Aurélio Kaluf; Fabiano, Leonardo, Eduarda, Taíla, Camila e Carolina).
Seu corpo foi velado no São Vicente de Paulo. O sepultamento aconteceu no dia 29 de março, no Cemitério da Saudade.