A Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) identificou 15 áreas contaminadas em Franca. Os números fazem parte do balanço de 2011 divulgado nesta semana pela companhia. Em todo o Estado de São Paulo são 4.131 locais catalogados com algum tipo de contaminação, o que representa um aumento de 12% em relação ao ano anterior.
Segundo o levantamento da Cetesb, a maioria das áreas contaminadas em Franca foi causada por postos de combustíveis. Dos 15 terrenos listados, 12 são de empreendimentos do tipo, localizados nos mais diversos pontos da cidade. O documento ainda lista dois curtumes como causadores de contaminação, sendo um instalado em uma fazenda próximo a Pedregulho e o outro, na rodovia Fábio Talarico, que liga a cidade a São José da Bela Vista. O antigo aterro dos Maritacas, no Parque São Jorge, também é outro ponto detectado.
Os problemas encontrados pela companhia na cidade vão desde a contaminação do solo, passando pelo subsolo, até as águas subterrâneas. Os principais causadores da poluição são combustíveis e solventes.
O gerente regional da Cetesb de Franca, Francisco Setti, disse que após a notificação, os responsáveis pelas áreas contaminadas podem ser obrigados a pagar uma multa diária que varia de R$ 180 a R$ 180 mil, caso não cumpram as determinações da companhia. “Os setores autuados que não cumprirem a descontaminação do espaço no prazo de três anos poderão sofrer pena pesada”, disse.
Outros terrenos estão sendo analisados pela Cetesb como possíveis poluidores. “Realizamos um tipo de raio x do solo em áreas consideradas de riscos através de um monitoramento com uma perfuração do solo, do subsolo e das águas subterrâneas. Para este ano, mais terrenos estão sendo avaliados.”
De modo geral, o aumento constante do número de áreas contaminadas é visto pela Cetesb como consequência da ação rotineira de fiscalização e licenciamento dos postos de combustíveis, das fontes industriais, comerciais, de tratamento e disposição de resíduos e do atendimento a acidentes envolvendo produtos químicos e perigosos. “A tendência é que a cada ano tenha cada vez mais crescimento de áreas contaminadas, mas isso não quer dizer que está se contaminando mais, mas sim que há mais fiscalização”, explicou Setti.