Aqui está uma das muitas palavras da língua portuguesa que são herança do vocabulário dos índios. Ao lado falamos de jacaré, nome de bicho. Aqui, de maracujá, nome de fruta. Junto com abacaxi é uma das que lembram frutas bonitas, cheirosas, saborosas. Abacaxi deriva de iba-kati, que significa “fruta que cheira muito”. E maracujá deriva de “mara kuya”, que significa “alimento na cuia”. Só de pensar no fruto partido ao meio a gente se admira da sensibilidade dos índios para nomear coisas. Pois a polpa e as sementes do maracujá ficam ali na casca grossa, que forma uma cuia. Aí é só colocar a colher, retirar e comer. Há maracujás doces e azedos. O doce é muito consumido in natura, ou seja, é só partir e saborear. Já o azedo é mais utilizado para sucos, licores e caldas. O Brasil é o maior produtor desta fruta, exportada para a Europa e Estados Unidos. Descobrimos uma receita de doce de maracujá, para aproveitar as cuias que sobram de um tipo ou de outro. Mas você terá necessidade de pedir ajuda a um adulto. Porque criança não pode lidar com fogo, é perigoso.
Ingredientes
8 cascas de maracujá bem lavados e firmes
1 ½ xícara (chá) de suco de maracujá
2 ½ xícaras (chá) de açúcar
5 xícaras (chá) de água
3 paus de canela
3 cravos
Modo de fazer
Corte os maracujás ao meio. Retire a polpa e passe por peneira até obter uma xícara e meia de suco. Descasque a parte verde e deixe a parte branca. Numa vasilha cubra as cascas com água e deixe de molho durante uma noite. Assim, todo o amargo vai sair. No dia seguinte, escorra a água e reserve. Numa panela coloque água, açúcar, as cascas do maracujá e o suco. Acrescente o cravo e a canela. Leve ao fogo médio por meia hora, até formar uma calda espessa e bri-lhante. Deixe esfriar e deseje numa compoteira. Você também pode guardar em vidro esterilizado, fechando bem a tampa. Dessa forma o doce pode ser armazenado na geladeira por um mês e no freezer por seis meses.