09 de julho de 2026

Instagram acessível a todos os internautas. Saiba como usar


| Tempo de leitura: 3 min
Facebook precisou de US$ 1 bilhão para tornar o Instagram acessível a todos os internautas

Não é sempre que se ganha um presente fora de época e nos raros casos em que isso acontece, geralmente são pequenas lembrancinhas, o que não é ruim, mas também não é a melhor coisa do universo.

Porém, semana passada, mais de 800 milhões de pessoas que estão registradas no Facebook ficaram sabendo que todos eles, sem exceções, terão acesso a uma baita ferramenta tecnológica. Não foi fácil e nem foi barato. Para “presentear” seus seguidores, tio Mark Zuckerberg, dono do Face, precisou desembolsar US$ 1 bilhão para completar a total democratização do Instagram. Agora, basta esperar como e quando ele irá fazer para inserir o aplicativo em seu reino virtual. Para o restante dos aldeões, resta segurar a ansiedade. Ou melhor. Também é possível saber, afinal de contas, o que é esse tal de Instagram e como você poderá aproveitá-lo. Para isso é só continuar lendo... e esperando.

Um ponto importante, apenas por curiosidade. O Instagram começou a ser desenvolvido em fevereiro de 2010. Pouco mais de dois anos depois, foi vendido por incríveis US$ 1 bilhão. Mais uma prova de que uma boa ideia pode ser bastante rentável, principalmente em um negócio que se encontra em um crescimento assustador, como o da tecnologia.

Agora, chegou o momento de explicar que programa é esse que não sai há semanas das páginas de tecnologias. O Instagram é uma espécie de rede social da fotografia, onde usuários cadastrados podem postar suas imagens e compartilhar na rede. “Ei, mas eu já vi uma foto deste programa sendo postada no Facebook”, alguém deve estar perguntando. E com razão, pois o Instagram permitia que algumas imagens fossem compartilhadas em outras redes sociais, o que só o torna mais poderoso.

Mas o principal atrativo do aplicativo não é a rede social em si, mas sim os vários filtros disponíveis. Graças a eles, basicamente qualquer fotografia consegue ganhar um toque mais cool. Na versão gratuita do aplicativo, existem 17 opções destes filtros, cada um deles dando um toque diferente, como o tom sépia ou colorações típicas dos primeiros filmes, por exemplo.

O que pouca gente sabe é que, por trás de toda essa inovação está uma mente brasileira. Mike Krieger é um dos fundadores da rede, juntamente com Kevin Systrom, atual CEO do Instagram.

A compra do aplicativo pelo Facebook foi um presente para todos os usuários da rede, mas mais ainda para Mike, que vai ficar com US$ 100 milhões nesta brincadeira.

POLÊMICA
No início do texto ao lado estava dito que a compra do Instagram pelo Facebook completa a democratização do aplicativo. Isso porque, desde outubro de 2010, ele era uma exclusividade dos usuários da Apple. Isso acabou há cerca de duas semanas, quando o Instagram chegou ao Android, sistema operacional que é usado por aparelhos mais modestos. A democratização desagradou os usuários mais elitizados, que não gostaram das imagens que estavam chegando a rede, que passaram a afirmar que o aplicativo estava sofrendo uma espécie de sucateamento. Já da pra imaginar o tamanho do chilique deste povo quando Zuckerberg anunciou a concretização do negócio. Então, vários usuários ameaçaram cancelar suas contas e frases raivosas foram postadas nas redes sociais. Contas no Tumblr foram criadas para exibir imagens “da pobreza” que invadiu o Instagram. E claro, a profecia apocalíptica que anuncia a “orkutização” do outrora elitizado e belo aplicativo. Resumindo, puro preconceito