09 de julho de 2026

Esquadrilha da Fumaça homenageia vítimas


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despedida - A emoção dominou os familiares das vítimas do acidente aéreo durante a homenagem da Esquadrilha da Fumaça

Patrícia Paim e Samuel Santos

Emoção, homenagens e muita dor marcaram a despedida das duas vítimas do acidente aéreo da última sexta-feira próximo ao aeroporto de Franca. Os corpos do piloto particular e designer gráfico Fabiano Ferro, 38, e do empresário Cássio Signolo Ferrari, 48, foram velados até as 16 horas de sábado no São Vicente de Paulo, que ficou lotado durante todo o dia. Um pouco antes da saída dos cortejos, a Esquadrilha da Fumaça sobrevoou o velório e fez voos rasantes, riscando o céu de Franca com fumaça. A emoção contagiou a todos que acompanharam a homenagem, muitos não conseguiram segurar as lágrimas, outros aplaudiram. Logo depois, familiares e amigos acompanharam a pé e em silêncio o transporte do corpo de Ferro até o Cemitério da Saudade, onde foi sepultado. Em seguida, cerca de 30 carros e 20 motos acompanharam o cortejo de Cássio até o Cemitério Jardim das Oliveiras.

O piloto e o empresário morreram na tarde de sexta-feira após a queda do ultraleve Quasar, prefixo PU-AJO, em um cafezal às margens da rodovia Rionegro e Solimões. O acidente aconteceu a três quilômetros do aeroporto de Franca, quando se preparavam para pousar.

Um dos momentos mais emocionantes foi a homenagem feita por pilotos da Esquadrilha da Fumaça, que sobrevoaram o velório por três vezes. Familiares e amigos presentes choraram e aplaudiram muito. A homenagem foi feita a pedido do Aeroclube de Franca. “Eles estavam fazendo uma apresentação especial em Ibiraci (MG) e pedimos que eles sobrevoassem o velório”, disse um dos alunos de Fabiano, Vinícius Montandon.

No cortejo do corpo de Cássio Ferrari até o Cemitério Jardim das Oliveiras, outra homenagem marcante. Amigos motociclista seguiram atrás do carro funerário e, na entrada do cemitério, formaram um corredor, acelerando seus veículos ao máximo. Cássio era apaixonado por motos e aventura.

VELÓRIO
Muito comovido com a perda do filho Fabiano, Krishna de Paula Ferro, 70, disse que pilotar era um grande desejo do filho. “Era um sonho antigo que ele tinha e estudou bastante para isso. E ele se tornou um dos pilotos mais requisitados do Aeroclube de Franca.”

Centenas de pessoas também deram o último adeus a Cássio. Minutos antes do início do cortejo, o amigo da família Marco Romanelli pediu uma oração. “Neste momento, vou pedir que vocês rezem para que os anjos abram o caminho. Cássio, vá com Deus.” O discurso foi seguido de orações e aplausos.

Por volta das 16 horas, a funerária Nova Franca transportou o corpo de Fabiano até o Cemitério da Saudade. O cortejo seguiu em silêncio e, ao lado da sepultura, os amigos e parentes rezaram.

Pouco tempo depois teve início o cortejo do corpo de Cássio até o Cemitério Jardim das Oliveiras. Cerca de 30 carros e 20 motos acompanharam o comboio. Na descida do caixão, aplausos seguidos de silêncio e choros contidos.