SACERDOTE, REIS E APÓSTOLOS
Em Mateus 16:24 lemos: ‘Então, disse Jesus a seus discípulos; Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a cruz e siga-me’. Esse ‘si’ inclui nossas opiniões e conceitos. Os que ainda são naturais e anímicos sempre manifestam o ‘eu’ com suas opiniões, tomar a cruz e rejeitar a vida da alma, isto é, levar sempre á morte nossa vida natural. Não devemos, porém, esperar somente por tratamentos provenientes de disciplinas exteriores. Segundo a experiência de Pedro, para ser transformado ele permitiu ser purificado pelo próprio fogo que estava em seu interior e que não parava de queimar, assim como o fogo do altar do holocausto (1 Pe 1:7; cf.Lv 6:12-13). Toda vez que seu ser natural era exposto, ele imediatamente ‘lançava sua vida natural ao fogo’. Podemos dizer que no final sua vida da alma foi totalmente eliminada, resultando na salvação de sua alma. Essa prova é mais preciosa de que ouro perecível refinado pelo fogo.
Pedro tinha segurança, pois sabia que na manifestação do Senhor Jesus, em Seu tribunal, o julgamento não seria mais sobre questão de pecados, pois isso já foi solucionado quando cremos na obra redentora e no poder do sangue do Senhor Jesus. Esse é um item do evangelho da graça que pregamos.
Se não formos iluminados quando pecamos, é porque ainda estamos nas trevas. Um dia o Senhor buscou-nos, veio com Sua Luz, nós, então reconhecemos nossa condição de pecadores, confessamos nossos pecados, e Ele nos perdoou.
Esse perdão tem base em que Ele mesmo morreu em nosso lugar na cruz. Assim fomos justificados, santificados e também reconciliados com Deus. Ele agora nos aceita e nos restaura à condição de homem sem pecado para recebermos a vida de Deus. Graças ao Senhor!
Em Sua segunda vinda, para nós que cremos, o Senhor não virá julgar a questão do pecado, mas o quanto negamos a vida da alma, ou quanto nossa alma foi salva. O que aprendemos até hoje é que, por meio de circunstâncias difíceis e da disciplina de Deus, nossa vida da alma é negada. Agora, quando olhamos para a experiência de Pedro, se estivermos dispostos a todo tempo, lançaremos a nossa vida da alma para o fogo santo do Espírito.
Deus Pai, entretanto, imediatamente falou: ‘Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi’ (v. 5b).
O erro de Pedro for que ele quis colocar Moisés e Elias no mesmo nível do Senhor Jesus. Moisés e Elias representam os vencedores do Antigo Testamento. Eles têm sua posição no reino dos céus. O povo de Israel será a parte terrena na manifestação do reino dos céus como sacerdotes e também como profetas para levar as nações diante de Deus (Mt 8:11;Zc 820-23; Is 2:2-3). O outro grupo de pessoas representando por Pedro, Tiago e João são os vencedores do Novo Testamento. Graças ao Senhor! Não importando se são vencedores do Novo ou do Antigo Testamento, provavelmente se assentarão nos tronos, mas ainda devem ouvir a uma só pessoa: ‘Este é meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi’.
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