Séc. XVI dominicano “Antônio” quer dizer “aquele que está à frente, na vanguarda”, “pioneiro”.
Antônio Neyrot nasceu em Rívoli, Itália, por volta de 1420. Era dominicano e contemporâneo de Angélico. Em 1450, foi para Sicília, dali para Nápoles, onde acabou sendo preso por piratas e levado para Tunes. Abraçou o islamismo e se casou. Por volta de 1450, retratou-se publicamente e retornou à fé católica. A multidão enfurecida massacrou-o e expôs seu corpo à irrisão pública. Foi canonizado pelo papa Clemente XIII, em 1767.
Do mistério do amor
Deus, nosso Pai, insondáveis são os vossos caminhos, pois quando vos pensamos ausente, surgis resplandecente revelando-vos mais intensamente. Quando desanimados e abatidos, sem ninguém a quem recorrer, tomais nossas faltas e contradições para mostrar quão grande e maravilhoso é o vosso amor por nós. Quando estamos em aflição, pondes em nós o vosso olhar e renovais a nossa vontade de viver, mostrando que a nossa bem-aventurança reside nas coisas mais simples: na delicadeza e simpatia, para não magoar ninguém; na sensibilidade, para não maldizer quem está ausente ou semear maledicências; na tolerância, para não se arvorar em juiz e inquisidor, na retidão e transparência, para discernir o que é mentira e erro, na paz interior, para não revidar qualquer ofensa, na humanidade para reconhecer que, sem a vossa ajuda, Senhor, somos a rama que vacila e verga o furor dos ventos. Renovai, hoje, o nosso modo de agir. Procurando vos agradar em tudo, demos a nós mesmos, neste momento o direito de sermos felizes, com a certeza de que para a felicidade plena fomos criados.
Os Cinco Minutos dos Santos/ J. Alves
São Paulo, editora Ave Maria.