Ruminar
‘A vida normal da igreja’. Ao criar o homem, Deus o fez segundo Sua imagem (Gn 1:26). Logo em seguida, plantou um jardim no Éden e pôs nele o homem que havia formado. Do solo fez o Senhor Deus brotar toda sorte de árvores agradáveis á vista e boas para alimento, além da árvore agradáveis á vista e boas para alimento, além da árvore da vida no meio do jardim e da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 2:8-9). Então ao homem que criara deu esta ordem: ‘De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás: porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás’ (vs. 16-17). O desejo de Deus era que o homem comesse da árvore da vida e vivesse eternamente (3 :22b). O homem, entretanto, desobedeceu essa ordem e comeu do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal (3:6), trazendo a morte para dentro de seu ser (cf. Rm 5:12,19). Como resultado, a alma do homem passou a ter uma vida independente de Deus, a qual era conhecedora do bem e do mal. O Senhor Deus por causa disso expulsou o homem do jardim (G n 3:22,24).
Caim, um dos descendentes de Adão, seguindo o lado bom dessa vida independente que herdara de seus pais, desejou a agradar a Deus e servi-Lo. Para isso, dispôs-se a trabalhar duramente como lavrador, contudo á sua própria maneira e com seu próprio suor e fadiga para trazer uma oferta ao Senhor do fruto da terra. Deus, porém, não se agradou de Caim e de sua oferta. Abel, seu irmão, por outro lado, escolheu ser pastor de ovelhas. Sua oferta foi aceita porque estava baseada no princípio estabelecido pelo próprio Deus do sacrifício de um animal (vs. 2,4;cf. Gn 3:21;Hb 9:22). Embora o serviço de Abel talvez fosse menos trabalhoso do que o de Caim, Deus se agradou dele e de sua oferta; seu sacrifício queimado no altar subiu como aroma agradável a Deus.
Além disso, na experiência de Abel vemos outro importante princípio espiritual: Ele cuidava de ovelhas (Gn 4:2), que eram animais limpos, ruminantes (Lv 11:2-3). A digestão de alimentos por esse animais tem quatro fases: inicialmente o que comem do pasto vai para o estômago, para ser mastigada novamente. Depois de mastigada pela segunda vez, ela volta para o segundo compartimento do estômago, e assim acontece até que o alimento que comem. Seu organismo, portanto, consegue absorver todos os nutrientes da comida.
Diferentemente das ovelhas, o porco e o cachorro, por exemplo, são animais que não ruminam e de acordo com a Bíblia, são animais imundos (v.7). Eles não conseguem saborear os alimentos. O cachorro, em especial, se lhe dão um pedaço de carne, este imediatamente desaparece, pois ele engole-o inteiro. Seu organismo, portanto, não consegue absorver todos os nutrientes dos alimentos.
O processo de digestão tem início na boca e ocorre com a ajuda de saliva. Quando mastigamos a comida, a saliva é produzida para auxiliar na digestão. Certa vez um irmão me convidou para fazermos uma refeição juntos. A minha porção eu comi rapidamente; ele, no entretanto, comia vagarosamente e me perguntou ‘Irmão, você já terminou?!’. Eu lhe respondi: ‘Sim. A comida era pouca e eu comi rápido’. Nessa altura ele me deu o seguinte conselho: ‘Toda vez que colocamos uma porção de comida na boca, devemos mastigá-la pelo menos trinta vezes’. É necessário mastigar bem para produzir saliva suficiente para atuar no alimento e facilitar a digestão, facilitar sua digestão. Quando o alimento chega ao estômago, ainda encontra o suco gástrico, que também coopera na digestão, facilitando sua absorção pelo organismo.
O Senhor Jesus nos compara com ovelhas (Jô 10:14). Ele é nosso pão da vida (6:48), por isso precisamos tomá-Lo como nosso alimento. Não se trata de comer a carne do Senhor, mas Suas palavras, pois elas são Ele mesmo como espírito e vida (1:1,14:6:63). Ao ‘comermos’ a Palavra, pois dessa forma poderemos digeri-la melhor. Quanto mais as mastigamos, mais nos tornamos bem nutridos espiritualmente. Isso é de grande utilidade para nós.
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