A briga envolvendo o Sindicato dos Sapateiros do Município, comandado por Fábio Cândido da Silva, e o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Calçados da Região (da rua Padre Anchieta), dirigido por Sebastião Ronaldo de Oliveira, ganhou novo capítulo na última quinta-feira.
O Sindicato dos Sapateiros do Município, que representa a categoria na cidade, acusa o sindicato regional de encaminhar guias a empresas e escritórios para o recebimento da contribuição sindical das indústrias de calçados de Franca. Segundo a entidade, o boleto contém o código sindical regional. Um comunicado alertando sobre a suposta cobrança irregular foi publicado na edição de quinta-feira do Comércio.
O assessor de comunicação do Sindicato do Município, Hélio Rodrigues Ribeiro, disse que o comunicado tem por finalidade alertar as indústrias de calçados. “O Sindicato da Padre Anchieta não representa mais o município. Se receberem esses depósitos das fábricas de produção de calçados de Franca, estarão cobrando irregularmente e agindo de má fé.” Ele afirmou que as empresas que efetuarem o pagamento da contribuição ao sindicato regional, terão de depositar novamente a quantia, desta vez, para o sindicato do município.
A contribuição sindical equivale a um dia de trabalho do funcionário, que representa R$ 25,05 levando em consideração o piso da categoria de R$ 751,50.
Durante o programa Hora da Verdade, da Rádio Difusora, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Calçados da Região, Sebastião Ronaldo, desmentiu a acusação e disse que a guia está sendo encaminhada para as empresas que seu sindicato representa. “Nada disso procede. Ele (Fábio Cândido) só quer tumultuar. As empresas de Franca para as quais enviamos os boletos são referentes a acessórios, como bolsa, sola, cinto, carteira, e calçados - essas últimas só da região, que representamos”, disse Sebastião Ronaldo.
Algumas indústrias de Franca, consultadas pela reportagem na tarde de quinta-feira, afirmaram que receberam o boleto, mas do Sindicato do Município. Outras alegaram que a guia de contribuição sindical sequer foi recebida.
O presidente da Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), José Carlos Brigagão do Couto, afirmou não ter sido comunicado sobre a acusação entre as entidades dos trabalhadores, mas orientou as empresas que “o pagamento dessa taxa sindical tem de ser feito para o Sindicato dos Sapateiros do Município”.
O presidente do Sindicato do Município, Fábio Cândido, não foi encontrado para repercutir a acusação. Segundo o assessor de comunicação da entidade, o sindicalista está viajando.