08 de julho de 2026

A decisão e a carta


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Ao deparar com o teor da carta de Diego mesmo antes de sua publicação no jornal, fiquei a questionar: que valores estamos, nós e a sociedade, oferecendo a nossos filhos? Será que ser feliz é ‘ter’ um belo corpo, ‘ter’ boa saúde, ‘ter’ sonhos de possuir carros, casas, um excelente trabalho, renda para se ter, ter, ter? Conheço pessoas como Dona Odila que mesmo presa a uma cadeira de rodas, cuidou do único filho até dele aos 60 anos. Hoje, ela, com quase 90, mora só, é uma pessoa feliz e irradia paz aos que a rodeiam. Também conheço Denis, que ainda criança sofreu acidente que o deixou completamente paraplégico e dependente, sem falar, andar, gesticular... É meu vizinho e é alegre, estuda, caminha já alguns passos, ainda é dependente, porém tem uma fé e força interior ímpares. Que possamos nos renovar nesta Semana Santa, rever nossos conceitos, nossas atitudes e nos preparar porque nada sabemos do futuro. Ainda que sofrido, muitas vezes é melhor receber do que dar; também que nos conscientizemos que zelar por alguma pessoa doente não é fácil, é santificação tanto do doente quanto de quem dele cuida com amor. Que a família de Diego encontre conforto e consolo e que Deus a abençoe.
Bete Degrande
Franca - SP

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A tragédia da vida é o que morre dentro do homem quando ele ainda vive (Albert Schweitzer). Sem mais palavras...
Andreia
Franca - SP