08 de julho de 2026

UBS do Aeroporto


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O posto de saúde do Jardim Aeroporto vem enfrentando alguns problemas nos últimos meses. Além das reclamações dos moradores em relação ao atendimento durante o dia, a unidade ficou sem médico no período noturno. A última plantonista pediu demissão no mês passado.

Por ser um posto de saúde aberto 24h por dia, era de se esperar que tivesse pelo menos um médico durante todo esse período. Afinal, sem médicos, pouco se pode fazer no que diz respeito à saúde da população. Por mais que enfermeiros e técnicos possam fazer curativos e outros atendimentos mais superficiais, o que se tem no final é uma Unidade Básica de Saúde que não realiza nem mesmo o básico a que se propõe.

A Prefeitura alega que não tem muito que fazer. Em função de uma ação movida pelo Ministério Público, ela está, desde o início desse mês, proibida pela Justiça de contratar novos profissionais. Alega, também, que já tentou o pagamento de horas extras para outros profissionais da saúde, mas que a iniciativa não obteve sucesso.

O que parece, porém, é que essa é apenas uma questão de conjuntura. O problema, no fundo, recai novamente sobre a falta de médicos, um assunto crônico e bastante recorrente em nossa cidade. A despeito dos vários concursos abertos pela Prefeitura, sempre sobram vagas.

Quando, por acaso, consegue preencher todas as vagas, a Prefeitura lida com demissões que vão acontecendo ao longo do tempo. Seja pelo salário ou pelas condições de trabalho, vários médicos acabam saindo logo que conseguem encontrar um trabalho que lhes dê mais retorno e satisfação.

Essa situação, obviamente, é bastante complexa. Por um lado, a população tem o direito de acesso à saúde garantido pela Constituição. Como a dor e a doença não escolhem nem dia nem horário, o cidadão tem o direito de ficar doente durante a madrugada e se dirigir ao posto de saúde mais próximo de sua casa para se consultar com um médico e tentar aplacar sua dor ou diagnosticar sua doença.

Sendo assim, ainda que a prefeitura esteja lidando com certas limitações, temque encontrar uma solução para essa situação, uma vez queela é a responsável pela oferta desses serviços. Seja por meio da ampliação das vagas para médicos, por meio de um aumento na remuneração dos mesmos ou até mesmo pela contratação de serviços terceirizados.

O que não pode acontecer é um posto de atendimento que funciona 24h ficar sem médico no período noturno.