Dos 70 moradores de rua que a Secretaria de Ação Social estima que existam em Franca, pelo menos 32 concentram-se ao longo da avenida Major Nicácio. Em reportagem divulgada pelo Comércio em outubro de 2011, foi divulgado um mapeamento da avenida com os principais pontos de atuação dos pedintes.
No cruzamento entre as avenidas Eliza Verzola Gosuen e Alonso y Alonso estão os usuários de crack, que ocupavam o prédio conhecido como “piscinão”. Atualmente, o grupo se instalou em uma das pontes do córrego Cubatão e em um terreno ao lado do piscinão e pede esmola pela região.
Outro grupo concentra-se no trecho da avenida que fica entre a Faculdade de Direito de Franca e a Igreja Nossa Senhora de Fátima. Nesta área, os pedintes costumam atuar como “flanelinhas” e muitos deles têm endereço próprio: moram, em sua maioria, nos jardins Paulistano e Brasilândia. Os arredores da Praça João Mendes, próxima à Padaria Estrela, abrigam os viciados em álcool, em sua maioria migrantes de outras cidades.
A perturbação causada pela mendicância é evidente entre comerciantes e populares que passam pela Major Nicácio. A insistência dos moradores de rua muitas vezes transforma-se em ameaças e até agressões. As pessoas que doam, consequentemente, intensificam o problema, já que muitos pedintes, de acordo com a Secretaria de Ação Social, relatam que chegam a arrecadar de R$ 50 por dia nas ruas, fato que os desmotiva a deixar a mendicância e procurar um emprego, por exemplo.
A Prefeitura, em parceria com a Polícia Militar, Guarda Municipal, Ministério Público e outros setores chegou a criar, em agosto do ano passado, a campanha “Não de dinheiro, dê oportunidades”, para incentivar as pessoas a não doarem dinheiro para os pedintes. Em dezembro de 2011, a ação foi intensificada na cidade, com a distribuição de panfletos, adesivos, cartilhas e outros materiais. Na época do Natal, o número de moradores de rua tende a saltar dos atuais 70 para cerca de 110 pessoas.