Chegou a Semana Santa de 2012. Com o domingo, dia habitual da comemoração da morte e ressurreição do Senhor, desde muito cedo na história da Igreja houve comemoração anual da Páscoa de Jesus
A Semana Santa é de encontro com o Cristo Ressuscitado nas celebrações litúrgicas, na sua Palavra e na pessoa dos irmãos da comunidade. O domingo de Ramos e os três dias que o seguem constituem parte dessa semana sagrada. Completam-na o Tríduo Pascal (quinta, sexta e sábado santo), núcleo da celebração do Mistério Pascal.
DOMINGO DE RAMOS
Pergunta – O que a Igreja celebra no Domingo de Ramos?
Resposta – A entrada simples mas triunfal de Jesus em Jerusalém. Manifesta a vinda do Reino que o Rei-Messias vai realizar pela Páscoa da sua Morte e da sua Ressurreição.
P – Jesus, ao entrar triunfal em Jerusalém, o fez livremente?
R – Sim. Jesus entendeu que a não aceitação da boa nova por parte dos dirigentes do povo teria como consequência a sua morte. Não foi à força para Jerusalém; antes, optou por anunciar o Evangelho até o fim.
P – Que significado tinham os ramos acenados pelo povo?
R – Era demonstração de honra e veneração para com os vencedores, governantes e, especialmente, ao rei. Ramos verdes acenados em direção à pessoa homenageada, manifestavam o desejo de que ela tivesse vida para sempre (imortalidade).
QUINTA-FEIRA SANTA
P – O que celebra a Quinta-Feira Santa?
R – A instituição da Eucaristia. Jesus a instituiu “como memória da sua morte e da sua ressurreição, e ordenou aos seus apóstolos que a celebrassem até sua volta, constituindo-os então sacerdotes do Novo Testamento” (Catecismo da Igreja Católica, 1337).
P – Além da Eucaristia, Jesus também instituiu o sacerdócio?
R – Sim. Jesus, o Sacerdote do qual deriva todo sacerdócio, presidiu a primeira “missa” e ordenou aos apóstolos que continuassem a fazer o que Ele fez. Na quinta-feira Santa, pela manhã, o bispo reúne os sacerdotes e com eles renova os compromissos assumidos com Jesus por meio da Igreja. Nesta mesma missa, são bentos os óleos do Crisma, dos Enfermos e do Batismo.
P – O que aconteceu antes da celebração da ceia pascal?
R – Jesus lavou os pés de seus discípulos, causando-lhes surpresa e ensinando-os a fazer o mesmo que Ele fez.
P – Que lições tiramos deste ato?
R – A maior lição que aprendemos com Ele é a do serviço. Fazer-se servo do outro é estar a disposição dele, renunciando aos próprios interesses. O serviço cristão é gratuito, sem interesses, desvinculado de recompensa e voltado para o bem do próximo.
SEXTA-FEIRA SANTA
P – O que a Igreja celebra na Sexta-feira Santa?
R – A paixão, a morte e o sepultamento de Jesus.
P – Como era feita a crucificação?
R – O condenado carregava a travessa horizontal da cruz. A vertical ficava no local da crucificação. O caminho tinha aproximadamente 600 metros. Mesmo pequeno, é preciso lembrar que Jesus foi sido torturado à noite e pela manhã, e estava esgotado. O sofrimento fez com que Jesus precisasse de ajuda.
P – Onde Jesus foi crucificado e quanto tempo ficou na cruz?
R – Onde eram crucificado os condenados, numa elevação chamada Gólgota, ou Calvário. Ficou proximadamente 3 horas.
P – O Corpo de Jesus ficou na cruz?
R – Não. José de Arimatéia, amigo de Jesus, pediu a Pilatos autorização para sepultar o corpo de Jesus e foi atendido.
SÁBADO SANTO E PÁSCOA
P – Qual o significado do termo Páscoa?
R – Deriva do hebraico para o grego e o latim: ‘passagem’.
P – A Páscoa é a principal festa dos hebreus e dos cristãos?
R – Sim. Para os hebreus a Páscoa festeja a libertação da escravidão no Egito. Para os cristãos é a ressurreição de Jesus.
P – Por que a Páscoa da Ressurreição é a maior festa cristã?
R – Porque é a festa da Vida. Ao vencer a morte, Jesus a superou por Ele e por nós. “Com efeito, se por um homem veio a morte, por um homem vem a ressurreição dos mortos. Assim como em Adão todos morrem, assim em Cristo todos reviverão”.
P – Qual o significado de “ressuscitar” e o que é ressuscitar?
R – Ressuscitar vem do latim e significa “despertar”, “reanimar”, “fazer viver”. Trata-se do passar pela morte sem ficar preso a ela. É ter, após a morte, vida nova, livre de todo o mal: Deus “enxugará toda lágrima de seus olhos, e já não haverá morte, nem luto, nem grito, nem dor, porque passou a primeira condição”.
José Geraldo Segantin
Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br