Há 102 anos, nascia em Pedro Leopoldo (MG), aquele que é considerado o maior médium cristão de todos os tempos. Trata-se de Francisco Cândido Xavier, desencarnado em Uberaba, no dia 30/06/2002.
O sentido mediúnico de Chico Xavier, como ficou conhecido, surgiu logo na infância. Já órfão aos 5 anos, viu o espírito de sua mãezinha, Maria João de Deus, que lhe apareceu nos fundos de sua residência, junto a uma touceira de bananeiras.
Daí em diante, e durante toda a sua vida, esteve em permanente contato com os espíritos, e foi, sem qualquer dúvida, o continuador da obra de Allan Kardec, O Codificador do Espiritismo.
Nele os mais diferentes e reconhecidos tipos de mediunidade, posto que alguns estudiosos admitem ser a mediunidade o sexto sentido humano. A mediunidade de cura, por exemplo, estava presente ao longo de toda sua permanência na Terra.
Inúmeras criaturas foram beneficiadas pela influência mediúnica de Chico, curando-se dos males, e seus relatos são pungentes e comoventes.
Chico foi médium de efeitos físicos, isto é, por seu intermédio havia a manifestação visual dos espíritos que, tangíveis como qualquer corpo humano, conversavam com os presentes às reuniões que se prestavam a realização de tais fenômenos.
Juntamente com o médium Peixotinho, realizou inúmeras sessões dessa natureza, quebrando a incredulidade de muitos. Quantas pessoas, inclusive de Franca, foram a Pedro Leopoldo e, posteriormente, a Uberaba, de onde trouxeram consigo objetos materializados pelo médium, além de água perfumada, lenços empapados de um delicioso e duradouro perfume!
Foi médium audiente e transmitiu recados e orientações de familiares desencarnados a pessoas que o iam visitar. Foi médium psicofônico, isto é, aquele que recebe dos espíritos, mensagens audíveis.
Pela sua psicofonia vieram livros portentosos, tais como: Instruções Psicofônicas, Falando à Terra, Roteiro, Palavras de Vida Eterna.
Especializou-se, contudo, na psicografia, que é a faculdade que permite aos espíritos escreverem pelas mãos do médium. Ai, sua produção mediúnica, além de volumosa, é inigualável.
Os romances históricos dos primórdios do Cristianismo, como: Há 2000 Anos, 50 Anos Depois, Paulo e Estevão, Ave Cristo ao lado de Renúncia, compõem um pentateuco com enredo e histórias dignas de serem apresentadas no cinema.
Aliás, o efeito Chico Xavier se faz sentir, atualmente, pela exibição de filmes com temática espiritualista/espírita, tais como Nosso Lar, As Mães de Chico Xavier, O Filme dos Espíritos, todos com excelente público e plena aceitação da crítica. Acreditamos que tudo se deve à coerência de vida do Chico, que antes de ser o médium que era, foi um verdadeiro cristão.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca