O sapateiro Willian Pessoni, que em 2008 foi acusado de ter matado o adolescente Lucas Freitas Passos de 17 anos, com quatro tiros, no Jardim Aeroporto, seria levado a Júri Popular ontem, mas teve seu julgamento adiado para o próximo dia 12 de abril. A Justiça acatou o pedido do advogado do acusado em decorrência do falecimento da filha do réu. Pessoni responde ao processo em liberdade.
Em 2009 o rapaz foi condenado a seis anos de reclusão em regime inicial semiaberto com direito a recorrer da sentença em liberdade. Seu advogado Emerson Vasconcelos Oliveira apresentou recurso ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que acatou o pedido de anulação do Júri, segundo o TJ, em razão de não terem sido apreciadas todas as teses da defesa. Um novo julgamento foi marcado para ontem, mas dois episódios familiares foram fundamentais para o adiamento. Willian perdeu a mãe no último domingo e a filha de apenas 10 meses na tarde de anteontem.
O CRIME
O crime ocorreu na noite de 13 de maio de 2008. Lucas Freitas Passos levou quatro tiros quando estava na porta de sua casa, na rua Capitão José Pinheiro de Lacerda, no Jardim Aeroporto I. Na ocasião, o rapaz foi socorrido em estado grave para Santa Casa, onde morreu no dia seguinte.
Pela tese sustentada pela promotoria, o crime teria sido passional. De acordo com a acusação, Willian Pessoni teria atirado em Lucas pelo fato dele ter se envolvido com sua namorada. Dias depois da morte de Lucas, o acusado se apresentou à Polícia Civil acompanhado do advogado, confessou ter atirado e alegou legítima defesa. O acusado disse que a vítima vinha fazendo ameaças.
O crime causou forte comoção popular. Um mês depois da morte de Lucas Passos, familiares e amigos da vítima organizaram uma manifestação, pedindo paz e Justiça.