A cada cinco dias, um posto de combustíveis é vítima de ladrões armados em Franca. Foram 17 assaltos desde o início do ano. O levantamento é baseado nos arquivos do Comércio da Franca. Os frentistas e a polícia já sabem: dois homens com capacetes chegam em uma moto e o garupa rende o funcionário com um revólver. Como não dá para impedir o crime, a dica do sindicato da categoria é carregar pouco dinheiro para reduzir o prejuízo. “Houve aumento dos roubos. A classe dos frentistas fica toda apreensiva. Não temos sossego para trabalhar”, alertou Marco Antônio Nascimento, presidente da Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo) de Franca.
Os principais alvos são os postos que ficam em avenidas movimentadas da cidade, como a Dr. Flávio Rocha, Adhemar Pereira de Barros e Emílio Paludeto. Segundo o representante do sindicato, os frentistas são alvos fáceis. “Não há a necessidade de o assaltante descer do veículo e entrar no prédio. Orientamos o frentista que evite trabalhar com muito dinheiro no bolso e que fique atento”, disse Nascimento.
A ocorrência mais recente em um posto de combustíveis de Franca foi registrada na Vila Santa Terezinha. O frentista DVG, 30, foi rendido por um homem armado com um revólver. Era pouco mais do meio-dia de quarta-feira, quando o assaltante chegou em uma moto escura. O bandido apontou a arma em direção à vítima e exigiu todo o dinheiro que estava com ele: cerca de R$ 200. O assaltante fugiu em alta velocidade. Esse foi o quarto assalto sofrido pelo estabelecimento apenas este mês. O prejuízo já é de R$ 790.
SEGURANÇA
Hoje, a maioria dos postos conta com sistemas de monitoramento de câmeras e até com seguranças à paisana. Outros estabelecimentos radicalizaram e decidiram fechar à meia-noite para evitar a ação dos bandidos. Segundo o delegado adjunto da Seccional de Franca, Daniel Radaeli, as imagens ajudam a polícia a solucionar os casos, mas instalações mal feitas (com câmeras contra a luz do sol) atrapalham. “Postos de combustíveis têm boas condições financeiras. Deveriam ter sistemas de boa qualidade. Talvez não vá evitar de imediato, mas vai ter uma imagem para que nós possamos identificar e prender o bandido “, disse o delegado.
Em pelo menos três ocasiões neste ano, postos foram roubados em sequência com intervalos de menos de dez minutos entre um ataque e outro. A suspeita é de que os autores sejam os mesmos. As ações desafiam o trabalho da Polícia Civil. “A bandidagem ficou audaciosa e nós estamos acompanhando. Com o modus operandi (forma de agir) de cada ação, acabamos por definir qual a dupla fez cada um dos roubos. O centro de inteligência está trabalhando para municiar a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) com informações. Vamos ter boas surpresas em relação a esses bandidos”, finalizou Radaeli.