08 de julho de 2026

Testemunha do caso continua sem trabalhar


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A funcionária dos Correios Lorelai Oliveira Telini Rosa, testemunha chave do caso da denúncia forjada contra integrantes do Judiciário, continua sem trabalhar desde a última sexta-feira. Um colega de trabalho, que pediu para não ter seu nome divulgado, disse que ela foi afastada do serviço. Lorelai é uma testemunha importante porque confirmou, em depoimento formal à Justiça, que a carta anônima contendo denúncia forjada de nepotismo contra o juiz de Direito José Rodrigues Arimatéa e seu diretor de Serviços, Douglas Quintanilha, foi postada em seu guichê, em novembro.

Imagens das câmeras de segurança dos Correios, submetidas à perícia, mostram o promotor Paulo Borges, no mesmo dia 16, utilizando serviços dos Correios no guichê onde trabalhava Lorelai. Conforme constatação da perícia, o promotor estava “segurando papéis” e “aparentemente postando duas cartas”.

Com base no depoimento de Lorelai e no laudo da perícia, o juiz Arimatéa concluiu que o promotor Paulo Borges foi quem postou a carta anônima destinada a si mesmo.

O próprio Arimatéa informou o Tribunal de Justiça sobre suas conclusões e o caso agora está na Corregedoria do TJ, a quem compete analisar e decidir se arquiva ou se encaminha à Procuradoria de Justiça para providências em relação ao promotor Paulo Borges. O promotor Paulo Borges nega as acusações. Ele disse que esteve nos Correios para tirar o CPF dos filhos.